Zé Roberto agora só quer saber da seleção feminina
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sábado, 02 de maio de 2009
Agência Estado 
São Paulo - José Roberto Guimarães decidiu voltar a morar no Brasil, após três anos e meio na Itália, em um momento difícil do vôlei feminino verde-amarelo. O Osasco, time pelo qual o técnico já foi campeão brasileiro, precisou de ajuda da prefeitura da cidade para não fechar. Ao mesmo tempo, o São Caetano decidiu aumentar seu investimento na modalidade e fez uma alta proposta para ter Zé Roberto como comandante na próxima Superliga. Mas o treinador, gentilmente, recusou o convite.
O momento atual, segundo confirmou à Agência Estado em entrevista por telefone, é de ''estudar os adversários, estar mais perto das jogadoras que podem ser convocadas e correr o mundo''. É hora de ser técnico exclusivo da seleção brasileira feminina, atual campeã olímpica.
Agência Estado - Por que optar pela exclusividade em um ano pós-Olimpíada?
Zé Roberto - Independentemente dos resultados, foi uma questão familiar. Ficar fora do Brasil cansa. E quero me concentrar na seleção brasileira porque é um ano pré-Mundial. Vou poder vir para a Europa para ficar próximo de algumas jogadoras, poderei ir à Rússia ver como está o campeonato lá.
AE - O Scavolini Pesaro (time atual de Zé Roberto) já sabia dessa ideia de retornar?
Zé Roberto - O Pesaro já sabia e a Confederação Brasileira de Vôlei também. Quando nos reunimos em São Paulo para disputar a Copa Salonpas, o pessoal do clube já sabia que este seria meu último ano no Pesaro. Mas eu não fecho a porta para nada. Ninguém sabe o dia de amanhã, posso voltar.
AE - Por que você não quis dirigir o São Caetano na próxima temporada?
Zé Roberto - Foi muito difícil dizer não a um clube brasileiro que tem um bom projeto e conta com jogadoras por quem tenho um carinho muito grande, como a Sheilla, a Fofão e a Mari. Disse ao Marcelo Hanh (dono da Blausiegel, empresa que patrocina o São Caetano) que poderia até ajudar, mas preferia me dedicar à seleção, até como uma opção de vida mesmo. Quero estudar mais, aprender com os principais adversários. Certa vez fui a um campeonato na Sérvia e, ao final do jogo, jantei com os treinadores das seleções da Sérvia e da Rússia. Quando estou em um clube, não tenho condições de fazer isso.
AE - Falando em seleção, porque a levantadora Carol ficou fora de sua convocação para o torneio de Montreux, na Suíça?
Zé Roberto - A Carol foi reserva da Fofão em Pequim porque era ideal para aquele momento. Agora ela tem de continuar correndo atrás da convocação. Ainda não está definido se vamos trabalhar neste ciclo com duas levantadoras do mesmo nível ou com atletas de níveis diferentes, tipo número um e número dois.


