Zé Ilton faz torcida esquecer ex-artilheiro
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segunda-feira, 16 de julho de 2007
Thiago Mossini<br> Reportagem Local 
Diego Silva foi embora ao final do Campeonato Paranaense e deixou um espaço vago no coração do torcedor alviceleste. O técnico Dirceu Mattos tentou, sem sorte, achar alguém que preenchesse essa vaga. Demorou, mas conseguiu. Bastou a estréia para o atacante Zé Ilton já cair nas graças da torcida. O centroavante marcou um gol e sofreu o pênalti, que decretaram a vitória do Londrina sobre o Real Brasil, no domingo, pela Copa Paraná. Foi o suficiente para começar a fazer o torcedor esquecer o artilheiro do time no Estadual.
Humilde, Zé Ilton prefere deixar as glórias para seu antecessor e, como diz, seguir trabalhando quieto em busca de seu ''prato de comida'' diário. ''Ainda é pouco para que esqueçam ele (Diego). Tenho que mostrar muito mais. O torcedor é assim: fez gol, beleza. Não fez, vai cobrar e muito do atacante'', explicou.
Aos 31 anos, o jogador comemora a chance de estar trabalhando e de vestir a camisa alviceleste. ''Aprendi muito a valorizar isso (o emprego). Passei três anos em situação precária nos times por onde passei. Não esperava encontrar o que encontrei aqui, uma estrutura que não deixa a desejar a nenhum clube por aí'', revelou.
Mas foi por pouco que o atacante não deixou o clube sem estrear. Como fez três partidas pelo Mixto-MT e disputou uma parte do Sul-Matogrossense pelo Serc-MS, não poderia ter registro em uma terceira federação em menos de um ano. Graças à persistência da diretoria do LEC, a CBF liberou o jogador e ele pôde estrear. ''Quando ficou esse impasse, fiquei decepcionado. Imaginei que iria ficar até o final do ano parado. Tenho dois filhos, sou casado, cheio de contas para pagar...'', disse.
Mattos, enfim, está traquilo quanto ao setor ofensivo, mas é comedido nos elogios. ''Foi ótimo na movimentação e é o ponto de equilíbrio que eu precisava na frente. Na hora em que mais precisamos, ele resolveu'', apontou Mattos.
Zé Ilton fez 13 gols em 16 partidas pelo Serc, mas não quer prometer nada no Londrina. Prefere ganhar a confiança e o reconhecimento aos poucos, sem conversa. ''Quem pode prometer é o Túlio, o Romário. O que eu prometo é que vou trabalhar muito, porque o que faz com que eu pague minhas contas é o Londrina. É daqui que sai a minha comida. Se não dá na técnica, vai na raça'', prometeu o atacante.
Zé Ilton nasceu em Paraibuna (SP), cresceu em Avaré (SP) e passou por 15 clubes na carreira. Entre eles, treinou no São Paulo entre 1996 e 97, mas disputou apenas alguns amistosos pelo Tricolor.


