Zé Augusto teme que crise política atrapalhe o time
São Paulo - Jogadores e comissão técnica evitaram comentar ontem, em Atibaia - cidade do interior de São Paulo onde o elenco corintiano está concentrado -, a renúncia do presidente Alberto Dualib. Mas o técnico Zé Augusto mostrou preocupação de o time se abalar com a crise política.
''Preferia que a renúncia tivesse ocorrido na segunda, após o jogo (contra o Palmeiras, amanhã, no Morumbi)'', disse o treinador, que também não tinha certeza de responder quem é o presidente do Corinthians. ''Até o momento, o que me contam é que é o Clodomil (Orsi).''
Zé Augusto contou que conversou com o elenco sobre o conturbado momento político do clube. ''Falei com o grupo, que me parece tranquilo. Mas ninguém sabe o que se passa na cabeça do atleta. Não quero que isso prejudique o momento do time, que também não é bom'', afirmou o treinador.
Hoje, o presidente do Conselho Deliberativo do clube, Carlos Senger, deve acompanhar o treinamento corintiano em Atibaia, o último antes do clássico com o Palmeiras, para ''tranquilizar'' o elenco. ''Todo mundo pode ficar tranquilo que o pagamento vai sair'', avisou Senger.
O volante Bruno Octávio, que está no Corinthians desde as categorias de base, espera mudanças na maneira como o clube é comandado. ''Espero que acabem logo com essa história de lavagem de dinheiro'', afirmou o jogador. ''Nem sei quem é o presidente do Corinthians, mas procuro não me envolver com isso'', afirmou o zagueiro Fábio Braz. (Agência Estado)





