Zanetti insiste e fica fora de treino decisivo antes da estreia em Tóquio na Olimpíada


DEMÉTRIO VECCHIOLI
DEMÉTRIO VECCHIOLI

TÓQUIO, JAPÃO (UOL/FOLHAPRESS) - Duas vezes medalhista olímpico, Arthur Zanetti não participou nesta quarta-feira (21) do treino de pódio da Olimpíada de Tóquio, uma espécie de simulação do que os ginastas vão apresentar na classificatória, no sábado (24). O veterano machucou o pé durante o aquecimento mas, de acordo com ele próprio e com o técnico Marcos Goto, não preocupa para a competição.

"Lá dentro dei uma topadinha no dedo, nada de tão sério. O objetivo não foi de treinar aqui dentro, pelo fato de o treino mais forte ter sido ontem", explicou Zanetti. "Ele é muito experiente, não precisa de treinamento de pódio para verificar ginásio ou aparelho. Sentiu o pé, acabou machucando o pé, então falei para ele ir descansar. Amanhã (22) o treino é a 48 horas da competição e ele treina forte", reforçou Goto.

O treino de pódio é importante na ginástica por ser a única oportunidade para os ginastas simularem a competição, testando a firmeza dos aparelhos e executando exercícios de maior risco de lesão que costumam ser evitados nos treinos do dia a dia. Nas argolas, é quando os ginastas identificam pontos de referência no ginásio que ajudam a acertar o tempo das rotações.

Zanetti, porém, minimizou a ausência. "Tudo que eu faço é sensação corporal. Subi (na argola) para ver iluminação, mas vi que ela é igual nos dois lados do ginásio, então isso não vai fazer diferença, não vai atrapalhar", disse o ginasta, que nem tirou o uniforme de passeio durante o treino. Inscrito só no individual, Zanetti irá competir apenas nas argolas em Tóquio.

Arthur Nory, o outro medalhista olímpico da equipe, também foi poupado no treinamento, porque se tudo correr bem será assim também na Olimpíada. Generalista, ou seja, um ginasta que costuma competir nos seis aparelhos, ele vai se dedicar só ao solo, em que foi medalhista na Rio-2016, e à barra fixa, em que é o atual campeão mundial.

O Brasil classificou a equipe completa para Tóquio e, na fase de classificação, todos os quatro integrantes do time podem se apresentar, valendo as três melhores notas. Mas, para preservar o ombro de Nory, ele será sempre o último a competir, depois de Caio Souza, Chico Barretto e Diogo Soares. Se os três cravarem suas séries em determinado aparelho, Nory nem se apresenta.

Com séries bem mais simples que os colegas, Nory só será acionado nos quatro primeiros aparelhos — cavalo, argolas, salto e barras paralelas — se um dos três que se apresentarem antes errarem e for necessário melhorar a nota geral. Tudo para Nory chegar descansado aos últimos dois aparelhos — barra fixa e solo, respectivamente —, em que briga por final e, se tudo der certo, por medalha.

A comissão técnica também definiu que Caio Souza vai realizar dois saltos, o que significa que ele vai tentar classificação para a final desse aparelho. De resto, o foco é na prova por equipes. "Se conseguir uma boa nota para a equipe, a final no aparelho vai ser consequência", justificou Goto.

O otimismo é tanto que Zanetti saiu do treino dizendo que o Brasil treinou "muito melhor" que as equipes do "top5" — Rússia, China, EUA, Japão e Grã-Bretanha, a elite da modalidade. O Brasil, aliás, está na mesma subdivisão que japoneses e britânicos, além da Suíça, na subdivisão 2, que começará a competir às 2h30 do dia 24 (sábado).

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