Imagem ilustrativa da imagem Zanetti fatura a prata nas argolas
| Foto: Thomas Coex/AFP
Mesmo sem o ouro, Arthur Zanetti fez uma ótima competição e deu alegrias para a torcida



Rio de Janeiro - Nos Jogos Olímpicos do Rio, o ginasta Arthur Zanetti encontrou um rival à altura e conquistou a medalha de prata nas argolas. Com a nota 15,766, o brasileiro fez uma boa prova, mas não conseguiu defender o título conquistado em Londres-2012 e acabou em segundo lugar nesta segunda-feira (15), na Arena Olímpica do Rio.
O ginasta da casa entrou no aparelho sabendo que qualquer falha lhe custaria caro depois do show do grego Eleftherios Petrounias. Zanetti apresentou uma série mais forte que nas eliminatórias, com 6,800 de nota de partida, e recebeu 8,966 de execução. Mesmo sem o ouro, o brasileiro fez uma ótima competição e deu alegrias para a torcida.
A consistência do grego nos movimentos e uma saída cravada foram motivos para sorrisos e comemorações. Com 6,800 de nota de partida e 9,200 de execução, totalizando 16,000, deixou a situação dos outros competidores complicadíssima. Campeão mundial em Glasgow, no ano passado, Petrounias fez a melhor nota de sua carreira no Rio.
Correndo por fora, o russo Denis Abliazin teve um ótimo desempenho nas argolas e endureceu a briga pelo pódio, com a nota 15,700 ficou com o bronze. Os chineses ficaram um pouco abaixo do esperado na final olímpica. Liu Yang, campeão mundial em Nanning-2014, acabou com 15,600. Vice-campeão mundial nas argolas em Glasgow, You Hao cometeu algumas falhas e teve um desequilíbrio na saída, problemas que lhe renderam 15,400.
Quando subiu no aparelho, Zanetti tinha conhecimento de quanto precisaria pontuar para defender o título olímpico. Um sorteio definiu a ordem de apresentação e o brasileiro ficou por último. Situação oposta à que enfrentou no Mundial de Glasgow, em 2015, em que foi o primeiro a exibir sua série, encarou bastante rigor da arbitragem e acabou eliminado antes mesmo da final.
Este ciclo olímpico marcou um momento distinto da carreira de Zanetti. Em quatro anos, deixou o anonimato de São Caetano do Sul (SP) após a Olimpíada de Londres para se transformar em uma das principais esperanças de medalha do Brasil. Em 2012, conquistou o primeiro ouro olímpico da história da ginástica artística do Brasil.

TRAVE
A ginasta brasileira Flávia Saraiva ficou em quinto lugar na prova de trave disputada nesta segunda-feira na Arena Olímpica do Rio, com nota 14.533. A atleta, de apenas 16 anos, é a primeira brasileira a disputar uma final de trave nas olimpíadas.
A holandesa Sanne Wevers conquistou a medalha de ouro, com 15.466 pontos, e as norte-americanas Lauren Hernandez e Simone Biles ficaram com a prata e o bronze, respectivamente (notas 15.333 e 14.733).
Simone Biles, que já ganhou três medalhas de ouro na Rio 2016, era a favorita na prova, após ter se classificado em primeiro lugar. No entanto, um desequilíbrio na apresentação, descontado como queda, tirou o ouro da norte-americana.

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