São Paulo - Principais nomes da ginástica artística masculina brasileira, Arthur Zanetti e Diego Hypolito foram os destaques do primeiro dia de disputa da etapa de São Paulo da Copa do Mundo da modalidade, ontem, que teve apenas eliminatórias. Hypolito, 29, obteve a melhor nota no solo na competição, realizada no Ginásio do Ibirapuera, com 15.600. "Estou muito satisfeito, porque fiz uma das minhas melhores notas recentemente", disse o ginasta, que foi bicampeão mundial da especialidade em 2005 e 2007. "Uma nota de 15.600, até para uma Olimpíada, é muito alta. É difícil manter o padrão, mas o objetivo já foi totalmente cumprido". Hypolito disse que mudanças no código de pontuação tornaram a avaliação dos árbitros mais exigente, e a nota conquistada no Ibirapuera lhe dá indícios de que está no caminho certo. Ele disputa a final da prova às 14h deste sábado. Zanetti, 26, que disputou sua especialidade, as argolas, teve nota de 15.850, e saiu satisfeito. A pontuação foi pouco inferior ao que registrou no evento-teste olímpico, em abril (15.866). Campeão olímpico em Londres-2012, ele se disse ansioso para competir nos Jogos do Rio, em agosto. Há quatro anos, ele faturou o ouro com 15.900. "A pior parte é da ansiedade até chegar a hora dos Jogos. Queria que começasse agora a Olimpíadas, até porque o treino está muito pesado", brincou Zanetti, que vai tentar o ouro na etapa paulistana no domingo, às 10h50. Tanto Hypolito quanto Zanetti ainda lutam por vaga na Rio-2016. A Confederação Brasileira de Ginástica (CBG) vai definir a equipe somente no final de junho. No meio tempo, estabeleceu como critério avaliar os ginastas por meio de sessões fechadas e participações em eventos internacionais. De 12 atletas na seleção, somente seis garantem vaga. Maior nome da ginástica brasileira na história, Zanetti disse que seu status não lhe dá lugar assegurado. "Não dá para ter certeza de nada. Ninguém está garantido". A etapa de São Paulo da Copa do Mundo termina neste domingo.

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