Alessandro Zanardi levou o bicampeonato, mas já não se pode dizer com certeza que seja o piloto mais rápido da Indy. O jovem escocês Dario Franchitti, de 25 anos, deu um novo show de velocidade em Vancouver, conquistou a segunda vitória seguida e desponta como o sucessor do italiano na categoria.
Franchitti faturou o prêmio de US$ 440 mil, dos quais US$ 340 mil acumulados durante 22 corridas em que nenhum piloto conseguia largar e chegar na frente. Somou 110 pontos e vai brigar pelo vice-campeonato. O piloto da Green venceu um bom pega com Michael Andretti nas voltas finais. Tinha mais combustível, porque parou oito voltas mais cedo, e pôde usar mais potência.
Zanardi poderia até ter vencido se não fosse uma rodada na décima volta e uma terceira parada, na 51ª, quando poderia ter adotado a mesma estratégia de dois pit-stops de Andretti e Scott Pruett. No pódio, disse que amava Chip Ganassi, o patrão que lhe paga salário modesto. Agradeceu aos fãs e até aos adversários, que lhe proporcionaram ‘‘quentes emoções’’ durante os três anos na Indy. ‘‘Me sinto no topo do mundo’’, afirmou. ‘‘Esta categoria é fantástica e espero um dia voltar aqui’’, disse, admitindo pela primeira vez sua transferência para a F-1.
Zanardi foi a 218 pontos e não pode ser mais alcançado pelo parceiro Jimmy Vasser, segundo colocado, com 126, nas quatro provas finais. A Ganassi conquistou o terceiro campeonato seguido, feito inédito na Indy. Os adversários do bicampeão saíram cedo do seu caminho. Vasser bateu com Patrick Carpentier na décima volta.
O canadense não teve culpa no acidente: Mark Blundell rodou à frente de Paul Tracy, que freou forte e PJ acertou sua traseira, provocando o engavetamento. Jones já nem corre a próxima prova: acertou contrato com a Patrick para 1999 e o italiano Vicenzo Sospiri o substituirá em Laguna.
Christian Fittipaldi foi atingido pelos destroços do carro e continuou sua saga: foi o oitavo acidente na temporada. Ele rodou, mas ainda chegou em 14º. Dos brasileiros, só a nova geração fez bonito. Tony Kanaan era o maior adversário de Franchitti até ser tocado por trás por Paul Tracy e abandonar na 68ª volta. ‘‘Hoje ia dar pódio’’, lamentou. Tracy foi punido pela batida com um stop and go, parada rápida nos boxes.
Hélio Castro Neves liderou 20 voltas, mas parou na 42ª por falta de combustível quando tinha 16s7 de vantagem. Helinho teve de trocar a caixa eletrônica que gerencia o funcionamento do motor na volta de apresentação. A caixa foi consertada e o computador zerado, mas a equipe esqueceu que o piloto já havia completado uma volta. Nos cálculos do metanol, o computador mostrava ainda dois galões, mas o combustível já havia sido gasto. Helinho lamentou a falha. ‘‘O carro estava voando e íamos fazer um pit-stop só’’, disse.
Gil de Ferran perdeu o sexto lugar na última volta por uma batida na curva 1. Maurício Gugelmin herdou a posição e foi o melhor brasileiro na chegada, com uma corrida discreta. André Ribeiro, mesmo com a perna fraturada, foi sétimo.

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