Depois de não conseguir baixar os seus tempos nos testes de Barcelona, encerrados ontem, o bicampeão da Fórmula Indy, Alessandro Zanardi, piloto da equipe Williams, desabafou: ‘‘Não entendo a Fórmula 1 de hoje, não dá para um piloto arriscar nada; se saímos da trajetória normal, o carro sai da pista sem controle.’’ Pedro Paulo Diniz andou ontem pela primeira vez com a nova Sauber e, como Jean Alesi, comentou ter gostado bastante do carro. Trabalhando com a nova Williams, a FW21, Ralf Schumacher completou 50 voltas no Circuito da Catalunha, sendo a melhor em 1min22s92, primeira do teste de ontem.
Zanardi testou pneus com a Williams do ano passado e fez 1min23s82, segunda marca do dia. Com a nova, o italiano registrou, na quarta-feira, 1min23s02. Sua indiganação com a falta de aderência dos carros, causada principalmente pelo uso dos pneus dianteiros com quatro sulcos, era evidente. ‘‘Gostaria de saber como vamos ultrapassar um adversário, se ao colocar o carro por dentro, numa freada, perderemos o seu controle?’’ Zanardi fez uma comparação com a Fórmula Indy, na qual as ultrapassagens arrojadas foram as manobras que mais o caracaterizaram: ‘‘Lá é possível frear dois, três metros mais dentro da curva; basta um pouco de habilidade para retomar a trajetória normal do carro.’’
Fórmula Indy - Hélio Castro Neves fez seu primeiro teste com o Lola-Mercedes da equipe Hogan, em Sebring, e previu que terá muito trabalho pela frente. O chassi Lola tem o volante mais pesado que o Reynard, não é tão rápido em curva e escorrega mais nas freadas. Castro Neves marcou o tempo de 51s5, mais de um segundo mais lento que o mexicano Adrian Fernandez, da equipe Patrick. Fernandez bateu o recorde da pista, assinalando 50s4, com o novo chassi Swift-Ford. O recorde anterior era de Christian Fittipaldi, também com o Swift, e Al Unser Jr., com a Penske, que assinalaram 50s7 no início do mês.
O desempenho do Swift já faz até Carl Hogan pensar em trocar de carro e comprar o modelo produzido por Carl Haas. ‘‘Ele está disposto a ganhar’’, comentou o brasileiro. Mas Hogan dará um crédito de confiança à Lola, que refez o fracassado chassi dos dois últimos anos e já mostrou progressos nos circuitos ovais. ‘‘Tudo indica que, nos ovais, o carro é competitivo’’, afirmou Helinho.

mockup