Os zagueiros Aldair e Júnior Baiano não aceitaram as críticas pela atuação insegura contra a Escócia. Segundo eles, o problema está no esquema de marcação, que deixa a defesa muito vulnerável. ‘‘Além dos dois zagueiros, praticamente só o Dunga e o César Sampaio ficam na marcação, já que os laterais Cafu e Roberto Carlos jogam o tempo todo no ataque’’, reclamou ontem o zagueiro palmeirense Júnior Baiano. Por isso, pede que outros jogadores colaborem na marcação: ‘‘É preciso ter mais gente para ajudar.
Ele comparou a Seleção atual com a que foi tetracampeã em 94, nos Estados Unidos. ‘‘Aquele time não dava chance ao adversário, jogava todo atrás, só com o Romário e o Bebeto na frente para decidir. De lá pra cá, mudou muita coisa e a defesa foi a mais prejudicada’’, disse.
O zagueiro Aldair, que está longe da sua melhor forma física, engrossa o coro com o companheiro de zaga. ‘‘Estamos ficando no mano a mano com os atacantes. Isso é muito perigoso. É preciso reforçar mais o setor defensivo para não nos sobrecarregar’’, falou.
Para o jogo contra o Marrocos, os zagueiros temem que, se não houver uma mudança de posicionamento, a Seleção pode se complicar.
Bate-boca Depois de aguentar calado meses de provocações do técnico Egil Olsen, da Noruega, Zagallo decidiu reagir. Quando indagado sobre as declarações de Olsen, que chegou a dizer que, fosse ele o técnico do Brasil, o time estaria mais bem armado taticamente, Zagallo ironizou o esquema de jogo do norueguês: ‘‘Não vi nada de novo na partida contra Marrocos.’’
‘‘Quando enfrentarmos a Noruega, vou ter que massagear o pescoço dos meus jogadores, porque eles só sabem jogar bolas altas na área, não têm outra jogada’’, completou Zagallo.
Egil Olsen, apesar de não ter perdido a pose após a má atuação de sua equipe contra Marrocos, reconhece que o posicionamento de sua defesa tem de melhorar.

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