O caso Preto já virou coisa de Polícia. Ontem, o jogador do Santos foi ouvido no inquérito policial instaurado em Rosário, Maranhão, que apura a falsificação da sua certidão de nascimento. O fórum da cidade maranhense esteve agitado: juiz, promotor, delegado estavam reunidos para ouvir o depoimento do atleta, que esteve acompanhado de seus pais e do advogado do clube paulista, Roberto Alves. O zagueiro revelou que o documento falso foi entregue por João Meres, um ex-jogador, que o levou para o Primavera, de Indaiatuba.
Para o juiz de Rosário, Joaquim da Silva Filho, não há mais mistérios. Marcos Antonio Costa, o Preto, nasceu em São Luís, no dia 18 de dezembro de 1978. Segundo os documentos que ele apresentou para seu registro no Santos, o jogador tinha nascido em Rosário, exatamente dois anos antes, o que confirma sua condição de ‘‘gato’’.
Ouvido pelo próprio juiz, pelo promotor da comarca e pelo delegado de Rosário, Preto relutava em informar o nome do responsável, mas acabou revelando que o documento foi entregue por João Meres, um ex-jogador de futebol. Com esse documento falso, ele passou pelo Primavera, Juventus e depois, no início do ano passado, teve metade de seu passe comprado pelo Santos. A equipe paulista vai enfrentar o Londrina, amanhã, em amistoso em Serra Negra, às 16 horas.

mockup