O técnico Mário Jorge Zagalo voltou a negar, ontem, em Oslo, onde o Brasil faz amistoso sexta-feira contra a Noruega, que vá liberar qualquer jogador da seleção brasileira para atuar por seu clube antes do final da Copa América (final de junho). Quatorze jogadores da delegação pertencem a equipes que, neste momento, disputam fases decisivas em competições estaduais, nacionais e internacionais.
Segundo Zagalo, todos os clubes europeus, com exceção do Barcelona, enviaram fax à CBF (Confederação Brasileira de Futebol) pedindo liberação dos atletas. Os pedidos foram negados. Zagalo revelou ainda que dirigentes do Barcelona ligaram ontem para sua casa e pediram a liberação de Giovanni e Ronaldinho.
A CBF decidiu dar uma mão à superstição do técnico Zagalo. Deu a camisa 13, que Zagalo considera seu número de sorte, ao meia-atacante Djalminha, do Palmeiras. Djalminha é o que tem mais chance, entre os reservas, de entrar no time titular no Torneio da França ou na Copa América. No amistoso de sexta, contra a Noruega, Giovanni (camisa 7) deve começar.
Um coquetel de remédios estimulantes, à base de guaraná e ginseng, vai manter os jogadores brasileiros acordados, em Oslo, nos horários em que habitualmente estariam dormindo no Brasil. O objetivo dos médicos Lídio Toledo e Joaquim da Mata e do preparador físico Luís Carlos Prima é fazer o time entrar direto no fuso horário europeu. ‘‘Os jogadores que atuam na Europa não vão ter problemas, mas os que moram no Brasil encontrarão dificuldades nos primeiros dias’’, explica Lídio Toledo. A diferença entre a Noruega e o Brasil é de cinco horas. Para cada hora a mais no fuso seria necessário um dia de descanso. Mas a seleção não pode perder tanto tempo.

mockup