Rio de Janeiro - A segunda despedida de Zagallo da seleção está prevista para 20 de novembro, em Seul. Ele aceitou convite da direção da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para dirigir a equipe pentacampeã mundial no último amistoso do ano, contra a Coréia do Sul. Depois da Copa de 1998, Zagallo deixou o cargo e disse que não voltaria a ocupá-lo. Quando retornar da Ásia, dia 23, vai descansar em seu apartamento, na Barra da Tijuca. Talvez, por pouco tempo.
Em janeiro, pode retornar à seleção não como treinador, mas ocupando cargo de diretor-técnico. O presidente da CBF, Ricardo Teixeira, tem a intenção de continuar trabalhando com Zagallo e já confidenciou isso a assessores. ''Estou orgulhoso. É gratificante ser convidado para estar com a seleção. Meu coração continua batendo forte'', disse Zagallo, que chegou a se emocionar ao lembrar de sua vitoriosa passagem pela seleção. Ele foi campeão do mundo em 1958 e 1962, como jogador; em 1970, como técnico; e em 1994, como coordenador-técnico. ''Não há nenhuma possibilidade de eu continuar como técnico da seleção depois desse amistoso'', afirmou.
E quanto ao futuro? A pergunta foi direta. A resposta, objetiva e bem-humorada. ''O futuro é agora. Não preciso dizer mais nada.'' Zagallo, de 71 anos, permanece com o vigor de 10, 20 anos atrás. Deu um pique de mais de 50 metros para chegar a seu carro, pois estava atrasado para um compromisso, logo após entrevista na sede da CBF. Arrancou aplausos de seguranças.
Hoje, às 11 horas, Zagallo anuncia na CBF a lista dos relacionados para o jogo com a Coréia do Sul. Deve convocar 20 ou 22 jogadores, todos atuando no futebol da Europa. Dos que ganharam o título da Copa do Mundo no Japão, Juninho Paulista e Roque Júnior estarão ausentes, por problemas médicos e físicos.
Inauguração Na sede da CBF, Teixeira participou da inauguração de painéis que contam a história dos cinco títulos mundiais do Brasil. Num pequeno espaço, no hall dos elevadores, compareceram como estrelas do evento o capitão da Copa de 1958, Bellini; o técnico Zagallo, como representante do grupo de 1962; o ''capitão do tri'', Carlos Alberto Torres; o lateral Branco e o técnico Carlos Alberto Parreira, campeões em 1994; e Luiz Felipe Scolari, treinador do grupo pentacampeão.

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