Zagallo guarda grito para domingo
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terça-feira, 07 de julho de 1998
Agência Estado 
O técnico Zagallo queria poder explodir de emoção pela classificação do Brasil para a final da Copa do Mundo. Mas o treinador não só está impedido de abusar da saúde como ele próprio quer guardar o grito para o momento em que a Seleção conquistar o penta. A festa é para todos os brasileiros mas, para nós, só vamos poder pular de alegria depois de ganharmos a última, destacou Zagallo em um discurso pensado na entrevista coletiva após a partida. É por isso que eu digo: só falta uma.
O treinador considerou a vitória brasileira nos pênaltis como um feito magnífico. Ele fez questão de relatar a sua participação nos momentos prévios ao início da disputa por penalidades. Fui até cada um dos jogadores que iria cobrar para passar fluidos positivos para eles, contou Zagallo. Disse que a gente ia ganhar nos pênaltis, que íamos para a final e seríamos campeões, que era para bater com confiança porque tudo ia dar certo para o Brasil. O jogador que deveria cobrar o quinto pênalti seria Bebeto. Como não estava mais em campo, Zagallo tinha escalado Denílson para realizar a última cobrança.
Sobre Taffarel, que muitas vezes teve sua convocação contestada pela imprensa e por torcedores, Zagallo preferiu não polemizar. Não queremos responder a nada, nossa intenção é defender com honra as cores do país.
Zagallo elogiou o adversário. Foi sem dúvida um rival muito mais difícil do que a Dinamarca, salientou.
Ele contestou as declarações do técnico Guus Hiddink, que disse que a seleção holandesa foi melhor em campo e merecia a vitória. Não sei onde ele viu que a Holanda foi melhor, retrucou Zagallo. Eles foram superiores só no primeiro tempo, mas na segunda etapa e na prorrogação, o Brasil mandou em campo.
O brasileiro ficou aliviado pelo fato de o meia holandês Clarence Seedorf não ter iniciado a partida. Seedorf é um grande jogador, quando entrou na prorrogação foi muito perigoso.


