Zagallo faz suas últimas observações
O técnico da Seleção Brasileira inicia hoje, contra a Jamaica, os testes finais para a montagem do grupo que irá ao Mundial
Agência Estado

Arquivo FolhaParceiro idealRomário, que deve comemorar gols hoje, terá a companhia do amigo Edmundo no ataque da Seleção A pouco mais de quatro meses da estréia na Copa do Mundo da França, a Seleção Brasileira inicia hoje à noite, em Miami (Estados Unidos) a sua participação na Copa Ouro, torneio organizado pela Concacaf, contra a seleção da Jamaica. O técnico Zagallo não terá nesta competição o time com que tentará o pentacampeonato mundial. Mas mandará a campo uma equipe suficientemente forte para não só derrotar com facilidade os jamaicanos, também classificados para a Copa da França, como para chegar a mais um título internacional, depois de levantar a Copa das Confederações, em dezembro, na Arábia Saudita. A TV Globo exibe a partida, que cheira a goleada, a partir das 22h30.
O torcedor brasileiro tem bons motivos para esperar por uma vitória folgada da equipe de Zagallo. Apesar da ausência de craques como Ronaldinho, Roberto Carlos, Leonardo, Zé Roberto e do capitão Dunga, titulares preservados para os amistosos contra Alemanha e Argentina, há uma distância técnica imensa entre os jogadores relacionados para a Copa Ouro e os rapazes jamaicanos comandados pelo técnico brasileiro Renê Simões.
Se isso não bastasse, os brasileiros que estão aqui e ambicionam ir à Copa da França, casos de Edmundo e Zinho, por exemplo, podem até ser um fator de desequilíbrio, ao lado do artilheiro Romário e do hábil Denílson, estes com passaportes já devidamente carimbados. ‘‘Como sempre, viemos para ganhar porque todos os torneios são importantes quando joga o Brasil’’, afirmou Zagallo, ‘‘especialmente este, porque é a última chance que tenho de observar jogadores’’.
Apesar da fragilidade inconteste do adversário, Zagallo alertou para o fato de que a Jamaica está entre as 32 equipes classificadas para o Mundial e merece respeito. ‘‘Além do mais, a Jamaica que fez amistosos no Brasil recentemente não é aquela que vamos enfrentar aqui’’, disse.
Quanto ao Brasil, não se deve esperar por um alto grau de entrosamento. ‘‘A Seleção deve ter algumas dificuldades no conjunto no início, mas vai subir de produção durante a competição.’
O desenho tático da partida está previamente desenhado, com o Brasil pressionando muito desde o início, aproximando os volantes Mauro Silva e Flávio Conceição dos meias, e a Jamaica se defendendo quanto puder e resistir até onde der. Foi assim contra equipes como Corinthians e Flamengo, amistosos em que os jamaicanos foram goleados. Romário, que terá a companhia do amigo Edmundo no ataque, acha que vai ajudar o companheiro na sua luta para ir à Copa. ‘‘Com o Edmundo o entrosamento é bom, mas tende a crescer nos jogos e ele vai se dar bem.’
No entender do terceiro maior artilheiro da Seleção em todos os tempos - Romário, com 49 gols, segundo a CBF, só não marcou mais gols do que Zico e Pelé -, o Brasil tem tudo para fazer uma grande exibição. Brasil
Taffarel; Zé Maria, Júnior Baiano, Gonçalves e Júnior; Mauro Silva, Flávio Conceição, Zinho e Denílson; Edmundo e Romário. Técnico: Zagallo
Jamaica
Barret; Malcom (Sinclair), Dixon, Goodison, Durrants e Ricardo; Peter Cargil, Theodore, Simpson e Paul Hall; Burton. Técnico: Renê Simões
Árbitro: não divulgado
Local: Orange Bowl, Miami
Horário: 22h30 (horário de Brasília)

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