Zagallo diz que classificar Lusa é um dos maiores desafios de sua carreira
São Paulo, 26 (AE) - Classificar a Portuguesa para as quartas-de-final da Copa do Brasil é uma façanha que o técnico Zagallo considera como uma das mais difíceis nos seus 50 anos de carreira. "Nunca estive em uma situação tão complicada", disse o treinador. A Portuguesa perdeu o jogo de ida, em Curitiba, por 5 a 2, e agora, amanhã, no Canindé, às 20h30, tem de vencer por 3 a 0, 4 a 1, ou um placar superior.
O trabalho de Zagallo será dificultado, pois serão vários os desfalques do time. O zagueiro César está na Espanha com a seleção brasileira. O seu reserva imediato, Marcelo Miguel
está machucado. Assim como Leandro e Aílton. O meia Hernani não poderá jogar, pois já atuou pelo Atlético-MG na competição. O atacante Adriano não teve seu nome inscrito no campeonato.
Elvis deve entrar na zaga e Didi e Da Silva disputam a vaga no ataque. Zagallo aproveita para fazer mistério com relação à escalação da equipe. "Pela primeira vez, não vou anunciar o time antes da hora; os escalados só serão conhecidos no vestiário, pois o jogo é decisivo."
O atacante Reinaldo acredita que o segundo tempo, em Americana, quando foi obtida a virada, por 2 a 1, trouxe uma motivação a mais para os jogadores. "Só depende da gente." Zagallo também confia na superação do grupo. "Eles mostraram que estão unidos em torno de uma ideal", afirmou o treinador, que admitiu ter dado uma "bronca" no intervalo da partida contra o Rio Branco. A diretoria da Lusa, com o apoio dos patrocinadores da equipe, fará uma promoção para tentar lotar o Canindé. Um ingresso poderá ser adquirido no estádio na troca por um quilo de alimento não perecível. Diretores e conselheiros compraram cotas de bilhetes para serem distribuídos. O presidente Amílcar Casado deve anunciar amanhã um aumento na premiação por vitória, caso o time consiga superar o Atlético-PR.
CRISE - O vice-presidente de Futebol, Ilídio Lico, afastou-se hoje do cargo em função das denúncias de suborno envolvendo o clube e a Portuguesa Santista, no Campeonato Paulista de 98. Quatro diretores, em solidariedade, também deixaram o clube.





