Zagallo dá chacoalhada nos jogadores após derrota para Paraguai
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quinta-feira, 15 de julho de 2004
Agência Estado 
Arequipa, Peru - Nos vestiários sem água quente do Estádio San Agustin, em Arequipa, os jogadores brasileiros estavam arrasados depois da derrota contra os paraguaios. Zagallo olhou para Parreira que discretamente consentiu com a cabeça e o velho coordenador da Seleção Brasileira começou seu discurso.
''Quando vi aquela garotada cabisbaixa olhei para o Parreira e ele concordou que era a hora de dar uma chacoalhada. Falei alto: ''por que essa cara de velório? Ninguém morreu. Esse jogo não valeu nada de importante. Estamos classificados para as quartas-de-final. A única mudança foi o local da partida e o adversário. Continuamos fortes e vamos ganhar essa Copa América. Daqui para a frente mostraremos quem é o Brasil. Ganharemos do México e torceremos pelo Paraguai contra o Uruguai. Aí será a nossa revanche. Os meninos reagiram entusiasmados. Usamos psicologia na prática'', provoca Zagallo.
Carlos Alberto Parreira é contra psicólogos na Seleção Brasileira. ''Os jogadores de futebol são impenetráveis. E completamente fechados a questionamentos e análises de quem não convive com eles. Não aceitam e não confiam'', esclareceu.
O método utilizado no Peru é bastante sutil. E está sendo colocado em prática a toda depois da derrota contra os paraguaios. Parreira se poupa utiliza Zagallo para as 'chacoalhadas' no grupo.


