Zagallo aprova. Para Sócrates, 'insuportável'
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quinta-feira, 19 de outubro de 2000
Agência Folha De São Paulo 
A escolha de Émerson Leão para dirigir a Seleção Brasileira não foi aprovada com unanimidade. Seus colegas de profissão, como Zagallo, foram simpáticos. Mas coube a Sócrates, seu companheiro dos tempos de seleção e da democracia corintiana, a crítica mais contundente. O Leão é insuportável. Escolher um delegado (cargo que já foi exercido por Antônio Lopes, coordenador técnico da seleção brasileira) e o Leão para comandar a seleção parece a volta da ditadura. Não conheço o Leão como técnico, só como pessoa. Ele é autoritário, por isso acho que o convívio dele com o Antônio Lopes não será fácil.
Zagallo, ex-técnico da Seleção Brasileira, gostou da indicação de Leão. Entre os treinadores que estavam dispostos a dizer sim, acho que o Antônio Lopes fez uma boa escolha. Na minha opinião, pesou a experiência do Leão, que disputou quatro Copas do Mundo, como jogador. Isso faz muita diferença na hora de uma final. Sobre o fato de ele ter que trabalhar ao lado do Antônio Lopes, não vejo problemas. São duas pessoas educadas e que têm tudo para se entender.
O atacante Serginho Chulapa, outro dos desafetos de Leão, apoiou a escolha. Já tinha dito a amigos que, depois de o Luiz Felipe Scolari ter recusado o convite, o Leão era o melhor nome. É um cara que gosta das coisas bem certinhas. O mais importante é não deixar o patrocinador da CBF ou qualquer pessoa interferir na convocação dos jogadores.
Carlos Alberto Parreira, técnico do Atlético-MG e ex-técnico da seleção brasileira, também gostou da indicação de Leão. A experiência do Leão em Copas do Mundo é fundamental para um treinador que esteja na seleção brasileira. Como técnico, o Leão sempre deixou a sua marca pessoal por onde passou.


