Zagallo admite ter um auxiliar
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sexta-feira, 27 de fevereiro de 1998
Agência Folha 
O técnico da Seleção Brasileira, Mário Jorge Zagallo, recuou e admitiu ontem trabalhar com um auxiliar técnico. Se vier mais uma pessoa para colaborar, não vai afetar nada o que foi feito até hoje. O importante é que vamos manter o trabalho, disse o treinador, que desembarcou ontem no Rio após passar o Carnaval em Nova York.
Apesar do recuo, Zagallo deixou claro que a mudança só ocorrerá se for imposta pelo presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira. A contratação de mais uma pessoa está a cargo do presidente. Volto a repetir: até agora, ele não falou nada sobre o assunto.
Depois do vexame da Seleção Brasileira na Copa Ouro, no início do mês, nos EUA, Zagallo começou a ser pressionado para trabalhar com um auxiliar técnico. Paulo Autuori, do Flamengo, Gílson Nunes, do Botafogo, e Júlio César Leal, do Coritiba, são os mais cotados para o cargo. Antes de viajar para Nova York, Zagallo não admitia trabalhar com um auxiliar.
Na segunda, Zagallo e comissão técnica se reúnem com o presidente da CBF para analisar o desempenho da seleção na Copa Ouro. No encontro, Teixeira poderá impor um auxiliar para ajudar o treinador até a Copa do Mundo.
Zagallo criticou a posição de Edmundo em relação à Fiorentina, mantendo o suspense em relação a convocação do atacante para o próximo amistoso. Ele tem que assumir seu compromisso. Mas vamos aguardar alguns dias antes de tomar uma decisão, disse. Zagallo também disse ontem que vai escalar todos os titulares contra a Alemanha, em março.


