Yabe aposta em medalhas no Mundial
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terça-feira, 21 de julho de 2009
Thiago Mossini<br> Reportagem Local 
O nadador londrinense Diogo Yabe, especialista nos 200 m medley, acredita que o Brasil vive um ótimo momento na natação, com o surgimento de novos talentos. Ele aposta na conquista de mais medalhas no Mundial de Desportos Aquáticos, que está sendo disputado em Roma.
Ontem, Poliana Okimoto chegou em terceiro lugar na prova de cinco quilômetros da maratona aquática, com o tempo de 56min59s3 e garantiu a primeira medalha brasileira após um jejum de 15 anos em Mundiais.
Mas, para Yabe, o Brasil subirá novamente ao pódio. ''O (César) Cielo tem o segundo melhor tempo do ano (nos 50m livre). Tem também o Felipe França (recordista mundial nos 50m peito), o Gabriel Mangabeira, o Kaio Márcio, o Thiago Pereira, que é um dos maiores talentos, muito competitivo'', elencou Yabe.
A um mês de completar 29 anos, o nadador londrinense ficou de fora do Mundial mesmo tendo índice. Ele nadou abaixo dos 2m00s58 exigidos para a classificação ao mundial nos 200 m medley, porém, teve a terceira marca brasileira e apenas os dois primeiros podem competir em Roma. Thiago Pereira e Henrique Rodrigues serão os brazucas na capital italiana. ''O Brasil está com muitos atletas entre os melhores do mundo. Para se ter uma ideia, são mais cinco nadadores que tinham índice e ficaram de fora do Mundial, porque tinha mais de dois brasileiros com índice'', apontou.
De fora do Mundial, Yabe já pensa nas etapas da Copa do Mundo de Natação. Serão seis até o final do ano. O londrinense, que defende a equipe de São José dos Campos há oito anos, participou da Olimpíada de Atenas, em 2004, mas ficou de fora de Pequim, no ano passado. Ele espera se manter competitivo tanto para o Pan de 2011, como para os Jogos Olímpicos de 2012. ''É importante manter-se competitivo nestas competições internacionais. Por isso, é importante competir fora, para ter motivação e sentir como estão os outros nadadores. O meu tempo de hoje está longe do pódio olímpico e mundial, mas anos atrás daria medalha'', comentou Yabe, lembrando que estará com 32 anos em Londres. ''Dá para chegar até lá. É importante um treinamento que preserve o atleta fisicamente. Hoje, o atleta que fica a mais tempo no esporte, busca objetivos mais a curto e médio prazo''.
Apesar de defender a equipe de São José dos Campos, Yabe passa de oito a nove meses durante o ano na Europa - nesta semana está descansando em Londrina. No Velho Continente, ele treina e participa das principais competições de natação. ''No Brasil tem menos locais com condições de treinamento e isso faz com que alguns atletas busquem fora essas condições. Muitos têm essa fase fora como experiência pessoal, para trazer novas ideias. Fico de 8 a 9 meses por ano na Europa buscando estrutura boa e competições de nível'', justificou Yabe, que bateu o recorde sul-americano nos 200m medley em 2003, derrubando marca de Ricardo Prado que durava 20 anos.
Maiô
Yabe também adotou o uso dos polêmicos supermaiôs feitos em poliuretano. Suas partes emborrachadas permitem uma melhor flutuação. O maiô ainda comprime a musculatura, fazendo com que o atleta canse menos enquanto está competindo. Os tempos de quem usa esse tipo de maiô foram baixados consideravelmente e eles podem decidir uma prova. ''Depois que a Speedo (precursora nos supermaiôs) lançou, foram mais de 100 recordes mundiais batidos. Realmente ele faz a diferança'', observou Yabe, que usa um Jaked, o mesmo com o qual Felipe França bateu o recorde mundial nos 50m peito, em maio. Porém, há dois problemas com os maiôs. O primeiro é a disponibilidade e o segundo é o preço. Cada um custa em média R$ 1.400 e dura em média cinco provas.


