Londrina vai sediar pela segunda vez, entre os dias 30 de abril e 3 de maio, o Festival Nacional da Juventude de Xadrez (Fenac), nas dependências do Hotel Sumatra. São esperados mais de 200 enxadristas e os londrinenses entram na competição com a responsabilidade de manter o desempenho de 2008, quando a pequena Natália Morimoto, de nove anos de idade, garantiu pela segunda vez o primeiro lugar. Este histórico coloca a atleta na posição de favorita ao tricampeonato na categoria sub-10.
''A peça que eu gosto mais é a rainha'', declara a tímida Natália que, além dos dois títulos brasileiros, faturou no passado o terceiro lugar no Panamericano da Colômbia, em Medellín. Desde os três anos e meio praticando com o irmão Rafael Morimoto, ela justifica sua preferência pela peça mais importante do tabuleiro porque ''se move para todos os lados''. É importante lembrar que o título vale vaga tanto no Panamericano quanto no Mundial de Xadrez deste ano.
Sua mãe Helena Morimoto afirma que Natália treina uma hora e meia por dia e concilia a atividade com os estudos. ''Ela joga bem por conta do irmão mais velho que treina há mais tempo e acaba servindo como referência. Outra forma de praticar é pela internet, onde você joga com pessoas de outros lugares'', explica a mãe.
Mas a equipe londrinense é composta na sua maioria por bons atletas. Além de Natália, também se destacam Lucca Iwana, Larissa Lizene, Any Caroline Ferreira e Ana Carolina Bavati, Ivan Mesquita, entre outros, que representando Londrina trouxeram medalhas do Campeonato Paranaense 2009, em Foz do Iguaçu, neste mês. Segundo Tiago de Almeida, treinador da equipe, cada um tem um talento especial, mas o que mais conta é a dedicação nos treinos. ''Não tem segredo é treinamento'', acredita.
Almeida elenca como resultado do seu trabalho a formação de uma categoria de base, inexistente há três anos quando iniciou o projeto. ''Passamos para outro nível, porque antes estava focado nos adultos, mas agora as crianças estão jogando muito bem'', argumenta. Segundo ele, o processo de aprendizado contínuo é o maior aliado dos atletas que jogam xadrez desde a infância. ''Uma informação que um adulto demora muito tempo para aprender, a criança assimila bem rápido'', aponta.

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