Washington - A seleção espanhola chega ao Brasil como uma das favoritas ao título da Copa do Mundo. Campeã em 2010, na África do Sul, a equipe conta com uma geração um pouco mais envelhecida, é verdade, mas nem isso tira a pressão pela conquista do bicampeonato. Para o experiente volante Xabi Alonso, aliás, saber administrar esse peso será fundamental para o sucesso no torneio.
"Temos que saber administrar bem a pressão de defender o título e que ela não nos incomode ou atrapalhe. Creio que a equipe já tem experiência suficiente e sabe jogar esse tipo de campeonato", declarou o jogador do Real Madrid, em entrevista nesta quarta-feira.
Atual campeã mundial e bicampeã da Eurocopa, a Espanha não é a única favorita para o Mundial. Pelo menos na visão de Xabi Alonso. "Brasil, Alemanha, Argentina, nós, Itália. São seleções que historicamente podem ter possibilidades, mas hoje em dia está tudo muito igualado e não descarto nenhuma surpresa", avisou.
O volante ainda fez uma análise de cada um dos adversários espanhóis na primeira fase. Para começar, a Holanda, adversária da estreia, dia 13 de junho, na Arena Fonte Nova, e principal rival no Grupo B. "A Holanda pode nos colocar em uma situação muito complicada se nos vencer", limitou-se a comentar.
No dia 18, no Maracanã, o encontro será com o Chile, adversário já enfrentado na primeira fase do Mundial de 2010, quando a Espanha venceu por 2 a 1. "Já se passaram quatro anos e tudo que aconteceu não tem tanta importância, já que o Chile é sempre um rival muito incômodo", avaliou. Por fim, o duelo do dia 23 contra a frágil Austrália, na Arena da Baixada.

ADEUS
Aos 32 anos, o atacante David Villa está vivendo seus últimos momentos na seleção espanhola. Ontem, o jogador que se transferiu recentemente para o New York City, dos Estados Unidos, anunciou que a Copa do Mundo no Brasil será sua última competição com a camisa da Espanha.
Maior artilheiro da história da seleção espanhola, com 56 gols, Villa atravessa uma decadência técnica. Depois de grandes momentos com a camisa do Valencia e do Barcelona, o jogador não manteve o mesmo nível de atuação no Atlético de Madrid, na última temporada. Ainda assim, ajudou na conquista do Campeonato Espanhol e no vice-campeonato da Liga dos Campeões.

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