São Paulo - Wimbledon já é por si só ''o torneio'' entre todos os Grand Slams - é o mais antigo (disputado desde 1877) e tradicional (as roupas ainda obedecem um rígido regulamento) - mas a edição deste ano terá um atrativo extra por ser uma prévia da Olimpíada. Os Jogos de Londres serão realizados no mesmo complexo de quadras de grama no próximo mês. Para os vencedores do torneio deste ano, portanto, além da polpuda premiação e status, o título vai garantir posição de favoritismo na disputa por uma medalha de ouro três semanas depois.
Mas o número 1 do mundo, Novak Djokovic, diz ser totalmente impossível falar no Grand Slam britânico como treinamento olímpico. ''Não creio que Wimbledon possa ser considerado um ensaio de nada'', dispara o cabeça de chave número 1 do evento. ''É o torneio de tênis mais respeitado, mais conhecido e mais valioso do mundo. É, em minha opinião, o ponto máximo do nosso esporte.''
Para o sérvio, Olimpíada é diferente. ''Os Jogos são algo além de qualquer comparação com qualquer outro torneio.'' Segundo ele, isso acontece porque o atleta defende mais do que seu status individual. ''Não se trata da importância de apenas um, mas de toda uma nação.''
Colocada a diferença, o sérvio se prepara para defender o título conquistado no ano passado e sua posição de número um do mundo. O primeiro adversário será o espanhol Juan Carlos Ferrero.
O brasileiro Thomaz Bellucci está na chave principal mas seu primeiro duelo é uma verdadeira pedreira: nada menos do que o espanhol Rafael Nadal - número 2 do mundo e campeão de Roland Garros.

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