Wilson dribla tuberculose e marca o gol do título
Albari RosaWilson, o dono do jogoComo em todos os Atletibas, sempre há muita história para se contar e inúmeros personagens candidatam-se ao papel principal. Ontem, por exemplo brigaram pela estrela no camarim os goleiros Régis e Flávio, que em um duelo frente à frente, no pênalti, protagonizaram a alegria da massa rubro-negra e a tristeza alviverde.
O carioca Nélio e o paraguaio Struway também travaram duelo particular, com grande vantagem para o rubro-negro. Edinho Baiano foi o xerife da zaga atleticana. Adriano e Warley, pelo Atlético, fuzilavam a defesa coxa, enquanto apenas Sandoval se destacava no Coritiba.
Mas quem merece abrir todos os letreiros, como símbolo da grande campanha atleticana, é o jogador Wilson. Ele espelha bem o que foi o Atlético no campeonato. Começou muito bem e, quando estava no auge, foi surpreendido com uma inacreditável tuberculose.
Quando Wilson foi para a cama, o Atlético passou sua pior fase, O artilheiro Tuta quebra o tornozelo e o time, que havia conquistado tudo o que disputou, perdeu para o Coritiba a primeira fase do quadrangular. O time e Wilson recuperaram-se juntos. O jogador voltou no play-off e ontem, para coroar a campanha, fez de cabeça um dos gols que deram o título ao rubro-negro.





