Williams terá duros adversários
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segunda-feira, 03 de março de 1997
Livio Oricchio Agência Estado 
Arquivo FolhaOlivier Panis, da equipe Prost (ex-Ligier), surpreendendo nos testes Quem acompanha as transmissões da Fórmula 1 tem interesse em saber: o que pode acontecer no próximo fim de semana, em Melbourne, na Austrália, na abertura da 48ª temporada? A referência disponível para se projetar o que pode ocorrer na pista, no início do Mundial, é o trabalho que cada uma das equipes fez nos testes de inverno na Europa. E, nesse sentido, ficou clara a maior preparação de equipes como a Benetton-Renault, McLaren-Mercedes, Ferrari, Jordan-Peugeot e Prost-Mugen Honda, em especial. Todos aprenderam: para vencer a Williams-Renault era preciso ter tudo pronto bem antes da hora.
Todas essas equipes, potencialmente capazes de bons resultados, começaram a testar seus carros bem antes do que fizeram em 96. A Benetton, por exemplo, submeteu Gerhard Berger e Jean Alesi a intenso programa de treinamento. Eles testaram em Silverstone, Jerez de la Frontera e no Estoril. Seus tempos sempre estiveram muito próximos dos da Williams, quando não melhores. Em Jerez, o mais rápido foi Gerhard Berger, com 1min21s01, enquanto Jacques Villeneuve, com Williams, chegou a 1min21s25. Já no Estoril a vantagem ficou com o canadense, 1min18s36. Berger foi segundo, 1min18s64. Diante desses números parece inegável que Berger e Alesi não tornarão as coisas fáceis para Jacques Villeneuve e Heinz-Harald Frentzen, a dupla da Williams.
Nos ensaios de Jerez, também os tempos dos pilotos da Jordan-Peugeot, Ralf Schumacher e Giancarlo Fisichella, ficaram mais próximos dos registrados pelos times de ponta do que de costume. Ralf obteve a marca de 1min21s64, apenas seis décimos mais lento que a de Berger, o mais rápido. Essa diferença usualmente ultrapassava um segundo. Fisichella marcou 1min21s94.
Os excelentes tempos de Olivier Panis, da Prost-Mugen Honda, em Barcelona, sugerem também que essas escuderias médias se aproximaram um pouco das que vencem na F-1. Panis, com pneus Bridgestone, estabeleceu 1min18s38, recorde absoluto para o circuito catalão. Só na semana passada ele foi melhorado, por Mika Hakkinen, da McLaren-Mercedes, com Goodyear, depois de vários dias de treinamento em Barcelona, 1min17s77.
Apesar de não demonstrar o mesmo nível da Benetton, por exemplo, a Ferrari conta com Michael Schumacher. E dele tudo é possível, até ganhar na Austrália. No quadro acima, é possível se ter boa idéia de como os carros andarão no circuito de Melbourne.


