São Paulo - A Williams tornou-se ontem a primeira equipe inscrita na atual temporada da F-1 a confirmar presença no Mundial do próximo ano, que vem sendo marcado por uma disputa de bastidores e "troca de farpas" públicas entre a Fota (Associação de Equipes) e a Federação Internacional de Automobilismo (FIA).
O motivo é a insatisfação das escuderias com a criação de um teto orçamentário opcional de 40 milhões de libras. O limite de gastos cria regulamentos diferentes aos times que o adotarem e aos que o rejeitarem.
O imbróglio ameaça a participação de algumas das principais escuderias da F-1 na próxima temporada. Ferrari e Renault disseram publicamente que não se inscreverão para 2010 se as regras não forem alteradas. BMW Sauber, Red Bull, Toro Rosso e Toyota também fizeram ameaças semelhantes.
No último fim de semana, em que foi disputado o GP de Mônaco, em Montecarlo, os representantes das escuderias atuais se reuniram e declararam que estavam unidos contra o regulamento para o Mundial de 2010 e que podem deixar o campeonato caso ele não seja alterado.
Mas ontem o chefe-executivo da Williams, Adam Parr, confirmou a inscrição da escuderia inglesa, que, em teoria, rompe o pacto firmado entre as integrantes da Fota.
"Estamos sendo pagos e nos sentimos moral e legamente obrigados a deixar claro que participaremos da F-1 no futuro, como fazemos há 30 anos. Devemos isso a nossos empregados, patrocinadores e torcedores", justificou Parr, que afirmou ainda que a Williams continua ao lado das outras escuderias na "guerra contra o teto orçamentário".
"A unidade da Fota é de extrema importância para a Williams. Ontem (domingo), nos juntamos aos outros membros e enviamos uma carta à FIA em que exigíamos um esforço contínuo para chegarmos a um consenso sobre o regulamento de 2010."
As inscrições para a temporada do ano que vem vão até sexta-feira. As equipes que não se inscreverem poderão fazer isso em uma nova janela em junho. Mas o número máximo de times é de 13, e várias escuderias de outras categorias estão interessadas.
Uma delas é a Campos Meta 1, que chegou a correr na GP2 e atualmente disputa a F-3 espanhola. O time do ex-piloto Adrián Campos foi a primeira a solicitar participação na próxima temporada da F-1.

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