Williams quer 'limpar o seu nome'
O time inglês pretende que se elimine toda e qualquer suspeita sobre a equipe no acidente que matou Ayrton Senna
A Corte de Apelações de Bolonha, na Itália, vai decidir até o dia 19 de novembro, o pedido da Williams para que se declare a inexistência de delito por parte da escuderia, no acidente que resultou na morte do piloto Ayrton Senna. O juiz de Ímola, Antonio Constanzo, já havia decidido que os que estavam sendo imputados, não haviam cometido delito, mas a Williams recorreu mais uma vez, pedindo que se elimine toda e qualquer suspeita que ainda pudesse pesar sobre a escuderia.
Entre os que respondiam a processo, estavam o inspetor da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), Roland Bruynseraede e os responsáveis pelo circuito de Ímola, onde ocorreu o acidente, Federico Bendinelli e Giorgio Poggi. Além deles, o processo atingia o dono da Williams, Frank Williams e os engenheiros Patrick Head e Adrian Newey. Contra esses dois últimos, chegou-se a pedir pena de um ano de reclusão por homicídio culposo. De acordo com o advogado da Williams, Oreste Dominioni, a nova apelação visa apenas, fazer uma reparação moral.
BMW-Willims - Depois de a Ford adquirir a Stewart, compra anunciada dia 10 de junho, ontem foi a vez da BMW anunciar sua parceria técnica e financeira com a equipe Williams. A nova organização se chamará, a partir do ano que vem, BMW Williams F-1. A perda do patrocínio da Rothmans, grupo a quem pertence a marca Winfield, oficializada dia 2, será compensada com pesados investimentos da BMW na Williams. Além do nome, os carros de Frank Williams terão as tradicionais cores azul e branco da marca alemã. Essa cooperação ampliada forma uma base econômica saudável para nossas atividades, declarou Frank Williams.
O dirigente inglês refere-se a sua independência, agora, das empresas de cigarros, que a partir de 2006 não mais poderão expor suas marcas nos carros de Fórmula 1. Essa solidez do nosso time é também um excelente atrativo para novos investidores, acrescentou Frank Williams. O diretor de esportes da BMW, o ex-piloto Gerhard Berger, lembrou que uma associação como a estabelecida com a Williams permitirá a maior exposição possível para a sua companhia.
O histórico de sucesso da BMW na F-1, campeã do mundo em 1983, com a Brabham pilotada por Nelson Piquet, sugere que seus motores em breve estarão entre os melhores da competição. O que se questiona é a capacidade do atual grupo de engenheiros da Williams projetar um carro vencedor novamente, como os da era Adrian Newey, campeões do mundo em 1992, 93, 96 e 97.





