Williams mostra carro estável e resistente
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sábado, 10 de abril de 1999
Por Anderson Couto 
São Paulo, 11 (AE) - Desacreditada por muitos críticos de Fórmula 1, por causa de seu fraco rendimento nos treinos em Melbourne e São Paulo, a Williams conseguiu mostrar que tem um carro estável e resistente, mas que ainda está longe dos velozes modelos da McLaren e Ferrari. No Grande Prêmio do Brasil,hoje à tarde, em Interlagos, o desempenho do alemão Ralf Schumacher foi o exemplo da regularidade da equipe inglesa.
Ralf largou na 11.ª posição e, com paciência, foi conseguindo superar seus adversários. Depois da 18.ª volta, já era o oitavo, na 41.ª, o sexto e, na 56.ª, o quarto, lugar que manteve até a bandeirada, apesar da pressão do norte-irlandês, Eddie Irvine, da Ferrari, nos momentos finais da prova. "O importante foi não deixar os pilotos à minha frente se distanciarem de mim e escolher o momento certo do ataque", disse Ralf.
Na última volta, o alemão viu seu compatriota Heinz-Harald Frentzen, da Jordan, abandonar seu carro por perda de pressão de combustível e animou-se com a possibilidade de subir, novamente, ao pódio nesta temporada. Na Austrália, ele foi o terceiro colocado. Não deu, mas Ralf voltou feliz para casa, com mais 3 pontos na classificação. Agora, já são 7, o que lhe garante a quarta colocação no Mundial, um ponto à frente de seu irmão, Michael.
Por outro lado, o italiano Alessandro Zanardi foi, mais uma vez, a decepção da Williams. Na 11.ª volta, fez seu primeiro pit stop, conseguiu resistir até a 42.ª, mas abandonou a corrida por problemas na caixa de câmbio. No box, chegou até a admitir seu descontentamento com o carro e o desejo de voltar à Fórmula Indy. "Meu objetivo é ficar duas temporadas na Williams, mas o trabalho está difícil", lamentou Zanardi.
"O Ralf está tendo mais sorte do que eu."


