São Paulo - Antonio Pizzonia afirmou ontem, no anúncio de Nick Heidfeld como o novo titular da Williams, estar decepcionado com o resultado da disputa, ''mas não surpreso.'' O alemão de 27 anos será o companheiro do australiano Mark Webber na temporada que começa dia 6 de março na Austrália. Conforme vem afirmando desde que o vestibular com Heidfeld começou, ainda em dezembro, Pizzonia atribuiu a derrota ''à pressão da BMW.''
Na apresentação do modelo FW27, ontem, no aeroporto de Valência, Espanha, ocasião usada também para a divulgação do vencedor entre Pizzonia e Heidfeld, o amazonense disse: ''Frank Williams me falou que minha história na Williams ainda não acabou, sou bastante jovem, ainda.''
Os dois pilotos disputavam a vaga também fora das pistas: Pizzonia contava com o apoio da Petrobras, que fornece combustível para o time, e Heidfeld, com a BMW, que fornece os motores. ''Foi uma decisão difícil porque há minúsculas diferenças entre os dois. Por sorte pudemos optar entre dois grandes nomes', disse Frank Williams, dono da equipe.
Aos 24 anos, Pizzonia será, mais uma vez, piloto de testes e reserva de Heidfeld e Webber. Mario Thiessen, diretor da BMW, jogou aberto com a imprensa ao assumir que a empresa, fornecedora de motores e patrocinadora da Williams, deixou mesmo claro à Frank Williams e Patrick Head, sócios do time, que tinham interesse na escolha de Heidfeld.
''Claro que eu preferia correr todos os GPs. Mas sei que estou pronto para assumir o carro a qualquer momento'', disse Pizzonia, na Williams desde 2001.
Schumacher Depois de testar o modelo que usará nas quatro primeiras etapas do Mundial, F2004M, o heptacampeão do mundo, Michael Shumacher, afirmou: ''A primeira fase do campeonato será um grande desafio para a Ferrari.'' E explicou: ''É preciso ter em mente que nosso carro é o do ano passado, seu potencial de desenvolvimento se esgotou, enquanto nossos adversários (todos de carros novos) têm uma vasta margem para trabalhá-los até a prova de Melbourne.''
Para o alemão, o novo regulamento técnico da Fórmula 1 servirá para que o talento dos pilotos tenha mais importância. Isso porque, segundo Schumi, os carros estão mais difíceis de pilotar, com a perda de mais de 20% na pressão aerodinâmica. ''Dirigir o carro será desafiante e teremos mais trabalho para mantê-lo na pista. Com isso, haverá mais espaço para os pilotos mais habilidosos'', opinou Schumi.

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