William reencontra Bernardinho
São Paulo, 02 (AE) - William Carvalho voltará a enfrentar Bernardo Rezende, o Bernardinho, em mais uma final da Superliga Feminina de Vôlei, repetindo o mesmo duelo de técnicos da decisão da temporada passada. Bernardinho continua dirigindo o Rexona/Paraná, de Fernanda Venturini, e William, que levou a melhor na última decisão com o título da Uniban/São Bernardo, agora comanda o MRV/Minas, de Fofão.
"Para nós, não há nenhum duelo pessoal, de técnicos; ele está preocupado com o time dele e eu com o meu", disse William, de 45 anos, que jogou com Bernardinho na seleção brasileira masculina entre 1980 e 1988, oito dos 18 anos que passou defendendo o Brasil.
Neste domingo, orgulhoso da classificação, William disse que "será um prazer voltar a enfrentar um técnico competente como o Bernardinho, que faz um grande trabalho no clube e na seleção brasileira". William ainda acrescentou que sua relação com Bernardinho é de "muito respeito", embora não tenham muito tempo para conversar sobre vôlei.
Mas o treinador do MRV insiste em pensar só no seu time. "Nem eu e nem ele vamos encarar essa decisão como um duelo. Estou muito contente por ter conseguido superar os desafios e chegar até aqui", afirmou. "As previsões eram de uma final entre o Rexona e o BCN."
William disse que teve de superar muitos obstáculos desde o início da temporada. Foi necessário dar estrutura de jogo a um time formado por atletas vindas de várias equipes diferentes. "Demora um pouco até que se coloque uma filosofia de trabalho", comentou. Ele ainda perdeu a atacante Vera Mossa, por causa de uma contusão. Ao superar todos os desafios e com o passar das rodadas, as meninas do MRV foram, segundo William, "amadurecendo e o time foi ganhando corpo".
O MRV/Minas ainda teve uma semifinal mais difícil que a do Rexona (o time do Paraná eliminou o Pinheiros/Blue Life por 3 a 0). Mas William elogiou a ascensão de seu time a partir da segunda fase da Superliga. "Foi tudo dando certo e conseguimos primeiro estar entre os quatro e depois ir à final."
Agora, classificado, o técnico prevê o equilíbrio, embora saiba que o Rexona "tem um pouco mais de banco" a seu favor, afirma ele, referindo-se às reservas do time de Bernardinho. "Mas a própria retrospectiva mostra a igualdade entre as equipes", ressalta William, citando como exemplo os confrontos da fase de classificação. O Rexona venceu por 3 a 0, em Belo Horizonte, no turno. O MRV deu o troco, ganhando por 3 a 0, em Curitiba, no returno.
Diferentemente da temporada passada, quando a sua equipe
o Uniban/São Paulo, ficou sem patrocínio logo após a decisão, desta vez, a MRV já confirmou sua decisão de continuar apoiando o vôlei feminino do Minas que, segundo William, é adorado por toda a torcida, assim como o masculino. "Aqui 60% dos torcedores são Atlético, 40% são Cruzeiro, no futebol, e 100% torcem pelos times de vôlei do Minas; a torcida é fantástica."





