WCT NO RIO - Só não fez chover
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segunda-feira, 18 de maio de 2015
JONAS MOURA<br>[email protected] 
Se você achava que o surfe brasileiro se resumia a Gabriel Medina, pode se preparar, pois outro nome já promete tomar conta do noticiário esportivo com alguma frequência: Filipe Toledo.
Novo queridinho da torcida brasileira, que ontem lotou a Praia da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, o paulista de 20 anos deu uma verdadeira aula ao australiano Bede Durbidge, de 32, ao vencê-lo por 19,87 a 14,70 e conquistar a taça do Rio Pro, a quarta etapa do Circuito Mundial (WCT). Foi o segundo título dele na temporada. Em março, levou a melhor em Gold Coast ( AUS).
Toledo soma agora 25.700 pontos no ranking mundial. No sábado, ele já havia assegurado a vice-liderança, no lugar de Mick Fanning (AUS). Adriano de Souza, o Mineirinho, permanece no topo da lista, com 26.250. A prova de que o país vive uma época de ouro no esporte é que, de forma inédita, dois brasileiros ocupam as duas primeiras colocações na elite.
A expectativa era pelos famosos aéreos (manobras em que o surfista voa sobre a onda) de Filipinho. As condições do mar, com águas baixas e rápidas, favoreciam. Foi assim que ele levou a torcida ao delírio quando conseguiu uma nota 10 pela segunda vez na capital fluminense. A primeiro fora em bateria da quarta fase. Em toda a etapa, Toledo foi o único atleta que conseguiu uma nota máxima.
Mais jovem da elite do surfe, o paulista de Ubatuba seguia o embalo do público. O experiente Durbridge, que teve como melhores marcas um 7,60 e um 7,10, tentou se recuperar com boas rasgadas, mas era tarde. Nem mesmo um imprevisto com a prancha pareceu preocupar Filipe. O objeto se rachou depois de uma aterrissagem do surfista em um de seus aéreos e precisou ser trocado.
Por pouco, o xodó do público, composto por especialistas e histéricos, não conseguiu a façanha de cravar 20 pontos. A segunda melhor nota dele foi 9,87. Quando já dava ao oponente as últimas lições de como surfar em águas brasileiras, a multidão começava a gritar: "É campeão!".
Filipe é o oitavo brazuca a se sagrar vencedor de uma etapa no país, sendo apenas o quarto desde a criação do Circuito Mundial, em 1992. Antes, Pepê Lopes (1976), Daniel Friedman (1977), Fábio Gouveia (1990), Teco Padaratz (1991), Peterson Rosa (1998), Jadson André (2010) e Adriano de Souza (2011) haviam feito o mesmo. Em época de Tempestade Brasileira, ele só não fez chover.



