São Paulo - Técnico do tenista suíço Stanislas Wawrinka desde o ano passado, o sueco Magnus Norman, de 37 anos, finalmente conquistou um título de Grand Slam.
Ex-número dois do mundo e rival de Guga, ele havia batido na trave como tenista e como técnico.
Em 2000, Norman encontrou Guga na final de Roland Garros e salvou dez match-points antes de o brasileiro conquistar o bicampeonato.
Na entrevista coletiva, o sueco falava com a voz embargada e quase chorou.
"Eu achava que seria campeão aqui, então estou me sentindo um tanto desapontado. Dentro de alguns dias, talvez isso mude."
O sueco, que assim como Guga também sofreu com lesão no quadril, teve nova chance de conquistar um Grand Slam novamente em Paris.
Em 2009, ele era técnico do compatriota Robin Soderling, que surpreendeu o mundo derrotar Rafael Nadal no saibro de Roland Garros.
Soderling chegou à decisão, e Norman apostava em sua experiência para ajudá-lo.
"Disputar uma final de Grand Slam é algo diferenciado. Fiquei muito nervoso naquele jogo (contra Guga) e agora sei que conselhos posso dar a Robin", afirmou Norman na ocasião.
Soderling, porém, terminou com o vice-campeonato após uma "lição" (nas palavras do próprio) de Roger Federer, que o venceu por 3 sets a 0.
Ao anunciar a parceria com Norman, em abril do ano passado, Wawrinka disse que só podia ver pontos favoráveis, já que o sueco era um técnico fantástico e havia sido um grande tenista.
"Estou ansioso para aprender com a experiência dele. Ele certamente vai impor uma dimensão diferente ao meu jogo", afirmou o suíço.
Em pouco tempo, a dupla deu frutos. Wawrinka chegou à sua primeira semifinal de Grand Slam no Aberto dos EUA, em setembro, e caiu apenas no quinto set perante o sérvio Novak Djokovic. Terminou a temporada de 2013 entre os dez melhores do ranking mundial (foi o 8º).
Era só uma prévia do que estava para vir com o novo ano. Primeiro, triunfou no Torneio de Chennai, na Índia, sem perder sets.
No domingo, a maior consagração. Conquistou o Aberto da Austrália.
Após derrotar Nadal em sua primeira final de Grand Slam, Wawrinka afirmou que realmente aproveitou a experiência de seu treinador.
"Eu conversei bastante com o Magnus, que já havia enfrentado essa situação, de jogar uma final", afirmou Wawrinka, que ontem pulou para a terceira posição do ranking mundial, atrás apenas de Nadal (1º) e Djokovic (2º).
"Ele me disse que era importante não pensar no resultado, mas em como você quer jogar, na maneira em que você pretende ganhar cada ponto."

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