O zagueiro Wallace, capitão do Londrina Esporte Clube, ressaltou que o elenco precisou elevar o nível de concentração para encarar o Penedense pela Copa do Brasil. Aos 38 anos, o defensor reforçou o discurso do técnico Allan Aal sobre a dificuldade de mobilizar a equipe após a classificação heroica sobre o Athletico Paranaense, no domingo (22), na Arena da Baixada.

“Esse tipo de jogo, como o de domingo, exige muito da concentração e causa um desgaste mental enorme. O duelo contra o Athletico se desenhou de maneira em que tivemos de nos defender por boa parte do tempo, e isso pesa. Por isso, nossa preocupação era manter o nível de foco. Fizemos uma partida dentro do que podíamos, considerando a exigência do confronto anterior. A obrigação da vitória também gera ansiedade, e em alguns momentos isso apareceu. Mas executamos o planejado e garantimos a vaga. Agora, nas próximas fases, podemos apresentar um desempenho melhor”, analisou o capitão após a vitória por 1 a 0 sobre os alagoanos, na quarta-feira (25), no estádio do Café.

Com a classificação assegurada, o Londrina volta todas as atenções para a final do Campeonato Paranaense contra o Operário Ferroviário, que começa no sábado (28), no estádio Germano Krüger. Wallace destacou sua experiência em decisões e a importância de fortalecer a identidade competitiva do clube.

“Sem falsa modéstia, ao longo da minha carreira, são mais de 20 anos, quase todos os anos cheguei a alguma final. Não tinha dúvida de que aqui seria igual, ainda mais ao lado de atletas comprometidos. No ano passado foi assim, e neste ano também tem sido. Quem chega entende a filosofia do clube: o Londrina é um dos grandes do Estado, um time que está se reerguendo e voltando ao cenário nacional”, afirmou o defensor, que assumiu a braçadeira logo após chegar ao clube em 2025.

Wallace também chamou atenção para o ambiente positivo construído no elenco. “O atleta, às vezes, sucumbe ao ambiente em que está. Se só se fala em derrota, ele vira um perdedor. Aqui não é assim. Desde o ano passado, esse discurso não existe. É uma camisa pesada, uma das 40 maiores do país. Se mantivermos a mentalidade vencedora, podemos fazer uma grande temporada”, reforçou o zagueiro, que já defendeu Corinthians, Flamengo e Grêmio.

O capitão mira agora seu primeiro título pelo Londrina. No ano passado, esteve com o time na semifinal do Paranaense e na final da Série C, perdida para a Ponte Preta. “Sabemos que precisamos abrir mão de certas coisas para vencer. É difícil, por isso poucos conseguem. Nos últimos 22 jogos, perdemos dois, ambos para a Ponte, e poderíamos ter vencido. Essa equipe está se consolidando como um grupo que sabe competir e vencer, mesmo sem atuar brilhantemente. Prefiro jogar mal e vencer do que só jogar bem”, concluiu.

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