Wallace descarta aposentadoria no fim do ano
Capitão deve seguir no Londrina em 2027; improvisado contra o América-MG, ele descarta jogar 90 minutos como volante
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quinta-feira, 16 de julho de 2026
Capitão deve seguir no Londrina em 2027; improvisado contra o América-MG, ele descarta jogar 90 minutos como volante

O zagueiro Wallace confirmou que pretende seguir em atividade em 2027 e deve permanecer no Londrina por pelo menos mais uma temporada. Recuperado de uma fissura na perna que o deixou 45 dias afastado, o defensor voltou a ser utilizado por Rogério Micale, entrando no segundo tempo das partidas, e segue como uma das principais lideranças do elenco.
O camisa 4 afirmou que está bem fisicamente e ressaltou que as duas lesões sofridas desde que chegou ao Londrina foram provocadas por traumas, sem relação com problemas musculares. Por isso, garantiu que ainda se sente em condições de atuar em alto nível.
"Eu vou jogar no ano que vem porque disputei praticamente todos os jogos neste ano. As lesões que tive foram por traumas: uma no joelho, que foi incontrolável, e essa na perna. Minha preocupação era saber se, muscularmente, eu ainda teria capacidade ou se começaria a sofrer com recorrência de lesões musculares, mas isso não tem acontecido. Eu me preservo, me cuido muito e a ideia é jogar mais um ano em nível competitivo", afirmou.
Após a declaração, o diretor de futebol Lucas Magalhães brincou durante a entrevista coletiva: "Deixem o vovô quieto aí". Wallace entrou na brincadeira e respondeu em tom descontraído.
"Se eu perceber que não estou mais conseguindo entregar o que o clube espera e exige de mim, serei o primeiro a tirar meu chapéu e procurar um lugar mais adequado para me internar (risos). Mas podem ter certeza de que ainda tenho muita paixão pelo jogo e condições técnicas e físicas para apresentar um bom desempenho. Eu me sinto apto para exercer a função", completou.
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No meio-campo?
Na reta final do empate por 1 a 1 com o América-MG, Wallace foi improvisado como primeiro volante. Da posição, iniciou a jogada que terminou no gol de Gilberto, posteriormente anulado por impedimento de João Tavares no início da construção da jogada. Apesar de afirmar que pode atuar no setor, o zagueiro praticamente descartou a possibilidade de exercer a função durante os 90 minutos. Segundo ele, a limitação é física, e não técnica.
"Eu jogava como camisa 10, mas vi que não tinha esse talento e fui me adaptando até atuar como zagueiro", brincou.
"No profissional, o Tite me utilizou algumas vezes nessa função. No Flamengo também joguei uma vez assim, e no Vitória atuei em algumas oportunidades. Nesse jogo, o professor precisou preencher o meio-campo porque tentou fazer uma dobra pelos lados, mas não funcionou, já que o Willian flutuava pelo meio e criava superioridade numérica. Quando entrei, conseguimos ocupar melhor aquele espaço. No mundo das ideias, eu tenho capacidade para fazer essa função. No mundo real, porém, não conseguiria desempenhá-la durante os 90 minutos, porque o sistema do Micale exige muito fisicamente e eu já não tenho mais essas valências. Então, para o que o Micale pede de um camisa 5, hoje eu não consigo entregar (os 90 minutos). Se fosse outra situação, em que essa posição não exigisse tanta cobertura de espaço, eu poderia atuar. Mas, se houver necessidade, vou fazer e ajudar a equipe até onde eu aguentar", explicou.
A tendência é que Wallace comece novamente no banco de reservas diante do Botafogo-SP. Desde o retorno aos gramados, o defensor tem sido utilizado por Micale no segundo tempo, geralmente em uma linha com três zagueiros para reforçar o sistema defensivo.


Matheus Camargo
Repórter de Esportes, com foco no Londrina Esporte Clube.





