Mais disposição do que técnica no Maracanã, ontem à tarde, no 0 a 0 entre Botafogo e São Paulo. E o empate deixou a impressão de que as duas equipes, se forçassem um pouco mais, poderiam ter saído com uma vitória. Pelo menos, a enorme diferença na tabela de classificação não foi vista em campo.
Bem que a partida poderia ter começado apenas com o segundo tempo, já que o primeiro foi uma tremenda pelada. Apesar de jogar em casa, o Botafogo demorou muito a emplacar o ritmo de jogo. Era sonolento. E só foi assustar o Tricolor paulista em chute de Elias, após bobeada de Rodrigo Caio, que achou que poderia sair jogando de calcanhar impunemente.
Já o São Paulo, apesar da boa movimentação do meio de campo e explorando a velocidade do ataque, perdia justamente por não ter um homem de referência. A bola não ficava no ataque. Tanto que Antônio Carlos é quem teve as duas melhores chances, mas se comportou como zagueiro nas finalizações.
A esperança das equipes era que Seedorf e Ganso finalmente começassem a jogar. E com o chute do camisa 10 no travessão de Ceni, logo nos primeiros minutos da etapa final, parecia que o jogo iria finalmente esquentar. Não foi o que aconteceu. As duas equipes até criaram algumas jogadas, mas sempre pecavam no último passe. Ganso, por exemplo, só apareceu num toque de calcanhar que acabou com a finalização de Jadson.
Welliton, estreante do dia, teve a chance no fim, mas foi cortado pelo zagueiro Dória. O Botafogo apelou para o jogo aéreo, mas não teve sucesso. Sem Seedorf e Lodeiro inspirados, o triunfo não veio. Um ponto para cada ficou de bom tamanho.

Imagem ilustrativa da imagem VONTADE NÃO FALTOU
| Foto: BRUNO DE LIMA
TERMÔMETRO DO JOGO
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