Rio - Com Marcelo Ferreira na tripulação, o barco Brasil 1, liderado por Torben Grael, partiu ontem para a quinta etapa da Volvo Ocean Race, entre o Rio e Baltimore, nos Estados Unidos. Após três horas de prova, a embarcação, que queimou a largada e foi fechada por um veleiro espectador, está na quinta posição na perna, atrás de Piratas do Caribe, Movistar, Ericsson e ABN Amro 2, mas à frente do líder da classificação geral da regata de volta ao mundo, o ABN Amro 1.
  O Brasil 1 enfrentou muitos problemas nos últimos dias com a contusão no púbis de Marcelo Ferreira. O bicampeão olímpico, no entanto, se recuperou e foi confirmado na tripulação horas antes do embarque. ‘‘Fiquei de cama por alguns dias e estou pronto para velejar até Baltimore’’, disse o velejador, que vai substituir o norueguês Knut Frostad.
  As dificuldades não acabaram com o reinício da regata, pois o Brasil 1 queimou a largada. O barco teve de fazer a volta e passar de novo pela linha imaginária que marca o começo da competição. A situação deu indício de melhora quando ABN 1 teve problemas com a vela de proa e perdeu várias posições, inclusive para a embarcação brasileira, que deixou a lanterna. Na seqüência, foi a vez do ABN 2 não conseguir subir a vela e o Volvo Open 70 de Torben assumiu o quarto lugar. Só não manteve a posição porque um barco que acompanhava a largada fechou o Brasil 1, que voltou para o quinto lugar.
  Com o início da perna, um trajeto de 9.260 km, os barcos seguem para Fernando de Noronha, onde podem somar 3,5 pontos. ‘‘Pela primeira vez embarcamos para uma etapa que já fizemos, pois passamos por Fernando de Noronha quando velejamos até a Europa. De qualquer jeito, devemos chegar rapidamente ao portão de pontuação, em quatro ou cinco dias’’, avaliou Torben.
  A chegada dos barcos da Volvo Ocean Race em Baltimore deve acontecer em aproximadamente duas semanas. Os competidores deverão enfrentar ventos fracos, forte calor na zona equatorial e os doldrums, as calmarias da região que divide os hemisférios norte e sul do globo terrestre.
  Um pouco antes da largada ontem, os diretores do barco Brasil 1 manifestaram o desejo de ter os patrocínios mantidos para a próxima edição da regata de volta ao mundo.

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