Maringá - O título do Campeonato Paranaense não veio, mas para a diretoria do Maringá Futebol Clube, o clube e a cidade têm muito a comemorar. O clube fundado em 2010 como Grêmio Metropolitano e que mudou de nome ano passado, após o título da Segundona, chegou à elite do futebol paranaense sem muitas pretensões, mas a sequência de vitórias logo no início embalaram a equipe que fez melhor campanha ao longo de todo o campeonato e chegou à final depois de eliminar na semifinal o atual tetracampeão estadual Coritiba.
Para o presidente de honra do Maringá FC, Aparecido Regini, o Zebrão, a campanha é um marco na história do futebol maringaense, que ele acredita ter tudo para viver dias melhores daqui para frente. "A gente pode acompanhar a felicidade dos maringaenses em ter um time forte novamente brigando por um título, hoje (ontem) encheu o estádio. Nosso trabalho começou em 2010, fizemos um time agora para não cair e graças ao trabalho sério de todos aconteceu tudo isso. Temos que agradecer e dizer que esse time vem para ficar", disse o dirigente.
Terminado o estadual, o foco agora se volta, segundo ele, para a Série D, competição na qual, o Maringá vai entrar com pretensões maiores. "O objetivo agora é a Série D, entrar na competição para brigar pelo acesso para termos calendário o ano todo. A gente espera agora um pouco mais de apoio do empresariado maringaense para montar outro time competitivo, pois deste aqui já perdemos algumas peças importantes", comentou.
Entre os jogadores cotados para deixar o Maringá estão o lateral-direito Reginaldo, que já teria um acerto verbal com o Coritiba, e o trio de ataque, formado pelo meia Max e os atacantes Gabriel Barcos e Cristiano, que perdeu o pênalti decisivo, mas terminou o estadual como artilheiro, com 10 gols marcados.

LAMENTAÇÃO
Diferentemente da semana, quando o Maringá saiu do estádio do Café com a sensação de dever cumprido após empatar em 2 a 2, fora de casa, ontem, o tom de lamentação tomou conta do elenco e da comissão técnica. No Willie Davids, muitos jogadores estavam resignados e pareciam não acreditar na festa que o Londrina fazia. Alguns deles foram às lágrimas, como o atacante Cristiano, que mandou para fora a chance de fazer um time de Maringá voltar a ser campeão do estado após 37 anos.
"Um momento chato, a bola caiu no meu pé para poder concluir em gol, mas acabei errando. Mas agora é levantar a cabeça, isso faz parte do futebol. O Maringá mostrou que é forte e tomara que tenha time para brigar mais vezes pelo título, como fizemos esse ano", disse o atacante.
O técnico Claudemir Sturion fugiu do discurso tradicional e não quis saber muito de ressaltar a campanha ao longo do estadual. "Futebol não tem espaço para vice, não. Não adianta. Para ser respeitado, tem que ganhar igual o Londrina que veio aqui, a bola bateu na bunda de um, do outro, acabou não entrando, e levou o título. É isso que conta", disse um sincero Sturion, que, ao contrário do que afirmara anteriormente, seguirá no comando da Zebra.

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