o alemão terá audiência com o Papa, no Vaticano. Jean Todt, diretor esportivo da Ferrari, está aguardando uma comunicação de Schumacher. Hoje, os jornalistas italianos procuravam saber do assessor de imprensa da Ferrari, Claudio Berro, qual a programação do piloto, visando descobrir se ele irá mesmo testar o carro, a fim de saber se já reúne condições de retornar. "É um mistério também para nós", afirmou Pino Allieve, da Gazzetta dello Sport, diário pertencente à Fiat, como a Ferrari. Segundo seu jornal, "é cada vez mais evidente que Schumacher não volta a competir para não ajudar Eddie Irvine ser campeão." "Tudo o que a Ferrari necessita agora é de tranquilidade", afirmou o alemão, segundo o publicado pelo diário Bild, de seu país. "O momento é de esquecer os erros de Nurburgring", fala Schumacher. As críticas ao diretor esportivo da equipe, Jean Todt, pelas trapalhadas no GP da Europa, foram debatidas pelo piloto. "Quem pede a cabeça de Todt deseja destruir a Ferrari." Se Mika Hakkinen, da McLaren, líder do campeonato com 62 pontos, vencer na Malásia e Irvine, vice-líder, com 60, não se classificar em segundo, terceiro ou quarto, o finlandês conquistará o bi e a Ferrari ficará mais um ano na fila. A volta de Schumacher em Sepang, pista de Kuala Lumpur, com muita probabilidade dificultaria bastante a vitória de Hakkinen, transferindo, consequentemente, a definição do campeonato para Suzuka, no Japão, circuito que Irvine, por conhecê-lo como poucos, costuma ser brilhante. A imprensa italiana já não esconde suas dúvidas quanto às verdadeiras intenções de Schumacher. Até um jornal da própria Fiat já publica que o alemão talvez não esteja querendo ver outro piloto, que não ele próprio, campeão pela Ferrari. Prost - O ex-piloto francês, quatro vezes campeão do mundo, anunciou hoje que o grupo LVMH, através de seu braço financeiro, Alleanza Vuitton, patrocinará a sua equipe no próximo Mundial.Por Livio Oricchio São Paulo, 29 (AE) - Quando quase todos imaginavam que Michael Schumacher poderia retornar à Fórmula 1 na próxima etapa da temporada, dia 17 na Malásia, o piloto alemão da Ferrari começou a emitir, hoje, sinais de que a história pode não ser bem assim. "Os testes que farei não representam uma garantia de que estarei de volta", disse. Desde 11 de julho, quando fraturou a perna direita na Inglaterra, ele não participa do Mundial. Nunca como agora a Ferrari precisou do seu trabalho para tentar ser campeã. Este talvez seja o problema. O primeiro esclarecimento de Schumacher, hoje, foi o de que o treino do dia 7, em Fiorano, não tem nenhuma relação com a sua possível volta às pistas. "Trata-se de uma exibição para a Shell e não um de teste para verificar minha condição física." A empresa de petróleo fornece combustível para a Ferrari e é quem paga a maior parte do seu salário de US$ 43 milhões por ano. No dia anterior, em companhia de outros pilotos que regularmente se apresentam para disputar partidas de futebol, como Jean Alesi

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