São Paulo - A volta de Ricardinho ao Corinthians já teve a sua primeira consequência: reaproximar Kia Joorabchian e Alberto Dualib. A contratação do meia de 29 anos deixou os dois inimigos tão felizes que trocaram um longo abraço e vários apertões nos braços o presidente da MSI e o do Corinthians pareciam dois novos namorados ontem.
Dualibi dizia, radiante: ''O bom filho à casa torna. Ricardinho vai dar equilíbrio ao nosso grupo. Eu já o perdoei por ter ido embora em 2002. Esse deixou saudade.'' ''Ricardinho 'ser' um ótimo jogador. Eu queria muito a sua contratação. Deu trabalho, mas deu certo'', dizia sorrindo Kia.
O meia estava também feliz. Ao receber de novo a camisa 11 que o consagrou no clube resumiu seu sentimento em uma frase: ''Estou de volta para casa.'' Está certo que receber R$ 250 mil por mês em um contrato de dois anos ajuda a tornar maior a felicidade.
AE: Qual a sensação de voltar ao Corinthians? Se arrependeu de ter saído?
Ricardinho: Eu sou um jogador privilegiado por poder voltar a vestir a camisa do Corinthians. Não quero entrar na questão de arrependimento. O clube seguiu sua vida, eu segui a minha. O Corinthians foi campeão, eu fui campeão. O problema é que não conseguimos vencer a Libertadores. Tomara que agora tenha chegado a hora para nós dois ganharmos.
AE: Foi pensando na seleção brasileira que você resolveu voltar ao Corinthians? Indo para o Exterior correria o risco de ser esquecido?
Ricardinho: O meu primeiro e mais importante pensamento foi realmente jogar de novo pelo Corinthians. Sei que ficando aqui tenho mais chances de disputar a Copa do Mundo, mas o que me interessava era voltar a jogar aqui, onde eu me sinto tão bem.
AE: Quando você saiu em 2002 para o São Paulo (para ganhar mais dinheiro, recebia R$ 80 mil e foi para ganhar R$ 300 mil) a torcida ficou revoltada. A sala do presidente Dualib foi invadida e torcedores distribuíram cédulas falsas de dinheiro com a sua foto. Você acha que a relação com a torcida será boa?
Ricardinho: Li que os torcedores entendiam os motivos da minha saída e me aceitavam de volta sem problemas. Eu me dei bem com a torcida do Corinthians. Sempre conversei com os torcedores. Se eles vierem falar comigo, os receberei da melhor maneira. Não estou preocupado, não. Acho que a convivência será boa como sempre foi.
AE: Você pediu para que o Corinthians não contratasse o Marcelinho Carioca?
Ricardinho: Não. Eu não tenho problema em jogar com o Marcelo. Mas quem contrata é o Kia e o Dualib. Eu não tenho poder para contratar ou vetar ninguém.

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