Volponi curte 'estado de graça'
Em estado de graça. Assim se define a ex-capitã do Rexona/Paraná, Ana Maria Volponi, 31 anos. Atravessando o quinto mês de gravidez das gêmeas Mariana e Beatriz, Ana Volponi diz que vive um momento único em sua vida. Me sinto uma privilegiada por Deus, diz a jogadora, em meio a um grato sorriso. Estou vivendo uma fase linda na minha vida, conta, acariaciando a barriga.
Paulista de Casa Branca, Ana Maria Volponi é um atacante de mão cheia. Capitã e líder da equipe, foi uma das principais responsáveis pela conquista do título da Superliga Nacional para o Rexona, no ano passado. Tamanha responsabilidade foi reconhecida pela Confederação Brasileira de Voleibol (CBV), que atribuiu a ela o título de melhor jogadora de defesa daquele campeonato.
Antes de chegar a Curitiba, Volponi integrou as seleções brasileiras juvenil de 84, 85 e 87. Conquistou o título mundial juvenil em 87. Jogou pelas equipes da Pirelli (82 a 86), Lufkin (87), Transbrasil/Sadia (87 a 90), Blue Life/Pinheiros (91), Colgate/São Caetano (92/93), Nossa Caixa/Ribeirão Preto (94), Transmontano/Ribeirão Preto (95) e JC Amaral/Ribeirão Preto (96), antes de se tansferir para Curitiba em 1997.
Para esta temporada, duas mudanças viraram o jogo da vida da atleta. A primeira foi a notícia da gravidez e, a segunda, a mudança de posição imposta pelas mudanças nas regras do voleibol brasileiro. Volponi passaria a jogar na função de líbera, mas o destino a tirou das quadras.
Casada com o ex-jogador de basquete Fabio Antoniale Giordan, 25 anos, Volponi acredita que vive os melhores dias de sua vida. Esta experiência tem sido maravilhosa, inesquecível e muito gratificante, diz. A corujice não é só dela - o pai das crianças afirma também estar grávido. Principalmente porque minha barriga vem crescendo igual à dela, brinca Fabio.
Carinhoso e muito atencioso com a mãe e as crianças, Fabio Giordan compartilha com a mulher esta felicidade: Agradecemos a Deus todos os dias por este presente, diz. O nome das gêmeas (Beatriz e Mariana) foi escolha dele. A Volponi escolheu os padrinhos e eu, os nomes, conta. Beatriz sempre achei bonito e Mariana quer dizer Ana Maria ao contrário, numa homenagem a minha esposa, explica, dizendo-se apaixonado pelas três mulheres da minha vida.
A gravidez tem sido tranquila para o casal. Fabio conta que Volponi não tem tido desejos exóticos, mas faz questão de lembrar uma passagem engraçada. Num domingo desses ela acordou na madrugada querendo comer bananas. Saí correndo pedindo ajuda para os vizinhos, mas ninguém tinha a fruta. Fui para um hipermercado e achei as tais bananas, conta. Fiquei com tanta vontade que na volta acabei comendo junto com ela, diz, orgulhoso por ter cumprido uma peripécia de pai grávido.
Longe dos treinamentos, Volponi se dedica às sessões de hidroginástica que devem ajudá-la na volta às quadras: Não pretendo parar não, estou me cuidando direitinho e tão logo puder quero voltar a defender o Rexona, diz a atacante.
Além dessa disposição, Volponi mostra muito mais que profissionalismo - ela tem mesmo é um carinho especial pelo esporte. Desde a semana passada, ela vem fazendo visitas a escolas e creches que abrigam crianças carentes, para falar sobre o esporte. Nós atletas temos a obrigação de fazer um pouco mais pelo país, diz. A minha contribuição para um mundo melhor é dar carinho aos mais pequenos, tentando passar para eles a importância do esporte na vida do homem.Mauro FrassomDupla gravidezAna Volponi e o marido Fabio Giordan, em Curitiba: Minha barriga vem crescendo igual à delaMarcos Freitas





