Imagem ilustrativa da imagem VOLEIBOL - Formando campeões
| Foto: Maurilo Clareto/Estadão Conteúdo
"Eu acho que é um enriquecimento da alma, poder contribuir para o esporte. Ele agregou tanto na minha carreira", disse Elisângela (à esq.), medalha de bronze em Sydney-2000 e campeã pan-americana com a seleção



Na próxima quarta-feira (6) será realizada a reinauguração do Centro Esportivo Maria Cecília, na zona norte, e o lançamento do projeto de vôlei "Formando Campeões". O evento terá a participação da oposta campeã pan-americana e medalhista olímpica de voleibol, Elisângela, e também do atacante octacampeão da Liga Mundial de Vôlei e campeão olímpico, Giba.

Segundo Elisângela, a ideia do projeto surgiu antes dela parar de jogar vôlei. Ela revela que o projeto terá um lado social e outro de alto rendimento. "Serão quatro núcleos espalhados por Londrina e pretendemos atender 500 atletas de 10 a 19 anos", aponta. A ex-jogadora explica que a ideia não é formar campeões na quadra, mas formar cidadãos, desenvolvendo o lado da competição, da disciplina, da organização e da determinação. "Será um projeto como foi o do Rexona. Depois de 20 anos, muita gente que participou do projeto e não se tornou atleta, acabou se formando como professor ou treinador", observa.

O projeto está sob análise no Ministério dos Esportes e, em Londrina, está no CMDCA (Conselho Municipal da Criança e do Adolescente). "Estamos esperando a aprovação. Ele sendo aprovado poderemos fazer captação financeira com algumas empresas", explica.

Além da parte física, o projeto terá pedagogos e psicólogos para fazer um trabalho não só com as crianças, mas com os pais delas, para resolver problemas que estão passando em casa. "Eu acho que é um enriquecimento da alma, poder contribuir para o esporte. Ele agregou tanto na minha carreira, não só financeiramente, mas pôde proporcionar uma nova vida para minha família.
Pelo esporte pude fazer amizades, conhecer pessoas e lugares. As conquistas nunca serão apagadas. Com esse projeto as crianças terão condições de sonhar. Antes, em Londrina, havia seis ou sete campeonatos que participávamos, mas agora a cidade praticamente saiu do cenário. Vamos tentar resgatar isso e depois levar para outros esportes", projeta.

INÍCIO DA CARREIRA
Elisângela começou a jogar voleibol no Colégio Estadual Albino Feijó. "De lá participei de um campeonato escolar e fui para o Londrina Country Club, com a professora Farid. A partir dali comecei a me profissionalizar e foi assim que fui parar na seleção brasileira", relembra.

Ela conta que por meio do esporte, um amigo dela parou de consumir drogas. "Ele estava perdido. Não veio a se tornar um atleta profissional, mas parou de usar drogas", conta. Elisângela também viveu um drama pessoal com o assassinato do irmão Paulo de Tarso Basílio de Oliveira, em 2005, que era usuário de drogas. "Não sei se de repente o destino dele poderia ter mudado se ele tivesse ido por outro caminho, mas esporte e drogas nunca andam juntos e talvez ele tivesse conseguido deixar de usar drogas", afirma.

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