Vôlei volta com bicampeonato da Copa América
São Paulo, 24 (AE) - Os jogadores da seleção brasileira masculina de vôlei desembarcam amanhã pela manhã, em São Paulo e no Rio, com o bicampeonato da Copa América e pensando no novo e principal desafio da equipe na temporada: conseguir uma das três vagas olímpicas na Copa do Mundo do Japão, de 18 de novembro a 2 de dezembro. O Brasil ficou com o título da Copa América ao derrotar os anfitriões Estados Unidos, no sábado à noite, por 3 sets a 1 (parciais de 24/26, 25/20, 25/23 e 25/13). Nas semifinais, a seleção brasileira tirou a Argentina da decisão, ganhando por 3 sets a 0 (25/22, 25/21 e 25/13).
O Brasil ficou com o título pela segunda vez consecutiva, invicto. O time, que teve sua base formada por Carlão, Giba, Ricardinho, Max, Douglas, Gustavo e o líbero Celsinho, comandado pelo técnico Radamés Lattari, venceu Canadá, Cuba, Venezuela e Estados Unidos, depois a Argentina, na semifinal, e novamente os norte-americanos, na final.
Perdeu apenas um set, justamente o primeiro, na decisão do título. A conquista do bicampeonato da Copa América mostrou, na avaliação do técnico Radamés Lattari, que o trabalho da seleção para a Olimpíada de Sydney, no ano que vem, está no caminho correto. Ressaltou que o Brasil chegou à decisão em todos os torneios que disputou - foi terceiro na Liga Mundial, vice-campeão nos Jogos Pan-Americanos, campeão sul-americano e da Copa América. "É importante para a equipe viver este clima de decisão, disputando um título com o time da casa, a seleção amadurece e ganha experiência." O técnico brasileiro disse que o torneio serviu para dar experiência a estreantes, como o levantador Joel Perosa e o líbero Celsinho, e também para Carlão - campeão olímpico em Barcelona, em 1992 - e Alex, que voltaram ao time. "Todos foram bem e quem lucra é o vôlei brasileiro, que passa a ter mais jogadores em condições de vestir a camisa da seleção", elogiou Radamés, acrescentando que isso aumenta a sua "dor de cabeça na hora de convocar a seleção" para a Copa do Mundo do Japão.
No sábado, o Brasil teve Carlão, Giba, Ricardinho, Max, Douglas, Gustavo e o líbero Celsinho, mais Joel Perosa. Os Estados Unidos jogaram com Lambert, Hyden, Ball, Roumain, Millan
Hoff e o líbero Sullivan. O primeiro set foi muito nervoso. As equipes dividiram o domínio no placar, mas o bloqueio norte-americano levou vantagem. Segurou o ataque brasileiro em um set com bons "ralis" e defesas emocionantes para abrir a partida na frente. No segundo set, o Brasil melhorou no ataque, principalmente com Max e Giba, superioridade que foi preponderante para o empate por 1 a 1. O equilíbrio marcou o terceiro set - os Estados Unidos chegaram a abrir vantagem de dois pontos mas o Brasil fechou por 25/23. O capitão Carlão, pediu apoio a torcida, passou vibração ao time e ditou o ritmo do jogo. O Brasil mandou na parcial para fechar o set e o jogo.





