Vôlei uniu o casal Jorge Edson e Raquele
Outro casal que conhece bem a correria na vida de atleta é a dupla formada pela jogadora de vôlei Raquele Lenartowicz e Jorge Edson Brito. Ela fazer parte da equipe do Londrina, já passou pelas categorias de base da seleção brasileira e em 2004 foi campeã da Superliga pelo Osasco (SP). Ele, que trabalhou no Londrina na última Superliga, foi recém contratado para ser auxiliar-técnico da equipe feminina do Vôlei Futuro de Araçatuba (SP) e fez parte da seleção brasileira, campeã das Olimpíadas de 1992, em Barcelona.
Os dois se conheceram em 2003 quando Raquele jogava na categoria juvenil do Osasco e Jorge era auxiliar técnico do time. O relacionamento começou depois de uma festa de confraternização da equipe. Pouco mais de um ano depois eles decidiram morar juntos.
De lá pra cá, tiveram que aprender a conviver com a distância, já que por diversas vezes o esporte os levou a destinos diferentes. ''Eu costumo dizer que a gente brinca de gato e rato. O importante é que os reencontros sempre são muito bons'', afirma o campeão olímpico.
Com a conquista de uma grande vitória, o nascimento da filha Julia, eles decidiram pedir um tempo da ''brincadeira de gato e rato'' e passaram os últimos três anos morando juntos. Mas com a nova etapa de Jorge Edson pela frente, em Araçatuba, eles terão que ensinar para a filha como lidar com a distância. ''Vai ser a primeira vez que vamos ficar longe desde que ela nasceu, mas faz parte, uma hora ou outra ela teria que conviver com isso'', observa Raquele. ''Hoje em dia, com internet e celular, fica muito mais fácil de lidar com essas situações'', complementa o ex-jogador.
Junto o casal também precisa lidar com outras dificuldades da profissão de atleta, como lesões, cansaço ou o estresse gerado pelas competições. ''O melhor é não deixar esse tipo de coisa interferir na relação'', diz o ex-jogador.
O apoio que um presta ao outro também faz parte do relacionamento e o esporte, claro, está presente em muitas das conversas. Com um técnico em casa, Raqueli aproveita para perguntar sobre seu desempenho. ''Geralmente, nesse dia eu durmo no sofá'', brinca Jorge Edson.
Além da torcida da pequena Julia, de vez em quando Raquele conta com o apoio do marido, que vibra na arquibancada. ''Eu fico mais nervoso vendo ela jogar do que quando estou trabalhando como técnico, porque eu não posso fazer nada, apenas torcer por ela'', finaliza. (J.F.)





