Londrina - A extinção das equipes de vôlei feminino Finasa/Osasco (SP), e Brasil Telecom, de Brusque (SC), cujos fins foram anunciados logo após conquistarem excelentes posições na última Superliga, não é motivo de grande preocupação para o esporte nacional. A opinião é de quatro campeões olímpicos que estiveram ontem em Londrina para realizar um jogo-exibição contra a equipe da Inesul, como parte do programa Embaixadores do Esporte do Banco do Brasil.
Paulão, Carlão, Maurício e Marcelo Negrão, medalhistas de ouro em na Olimpíada de Barcelona, em 1992, afirmaram que a saída de tão importantes patrocinadores afeta os resultados globais do esporte, mas não a ponto de inviabilizar a prática. "Já vi muitas equipes acabarem, como aconteceu com o Bradesco", exemplificou Carlão, ex-capitão da seleção.
Para os atletas, o fim das equipes é resultado da crise econômica mundial. "Em momentos como esse, o esporte é o primeiro a sofrer cortes", disse Carlão, que acredita na retomada dos patrocínios no próximo ano. "A saída dos patrocinadores é sempre um choque, mas acontece", acrescentou Paulão.
Na opinião dos jogadores, a aprovação da Lei do Incentivo ao Esporte em 2007 e até mesmo a realização dos Jogos Panamericanos no Brasil indicam a formação de uma política sólida relativa à prática esportiva no País. A consequência já estaria sendo observada nos atletas mais jovens, que vieram de categorias de base e hoje estão na seleção brasileira. "Temos jogadores suficientes para sermos bem representados em campeonatos mundiais", afirmou o ex-levantador Maurício, citando o nome do atacante paranaense Samuel, que se recupera de uma lesão, como uma das promessas da atual equipe brasileira.
Para Paulão, a substituição de atletas experientes por novos nomes, após a última Olimpíada, não impedirá que o time continue subindo ao pódio. "Os resultados são fruto de um trabalho feito a longo prazo. A política de gestão adotada pelo vôlei brasileiro é um referencial até mesmo para o futebol", ressaltou.

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