Rio de Janeiro - Assegurar a vaga olímpica na Copa do Mundo do Japão, em novembro, é o sonho das seleções masculinas e femininas de vôlei que, paralelamente, estarão na busca de outros objetivos. Enquanto os homens entrarão em quadra para se manter no topo do esporte, as mulheres têm o desafio de reconquistar e mostrar o voleibol perdido nos últimos anos.
A vaga masculina na Copa do Mundo veio com o título do Campeonato Sul-Americano, após vitória de 3 sets a 0, contra a Venezuela, com parciais de 25/22, 26/24 e 25/22, numa revanche das semifinais do Pan-Americano. A seleção feminina, também, sagrou-se campeã do continente, depois de conquistar três vitórias e não perder um único set.
Para o técnico da seleção masculina, Bernardinho, a preocupação inicial é a de viabilizar amistosos e um período de treinamentos antes da Copa do Mundo, prevista para ocorrer entre os dias 16 e 30 de novembro, garantindo aos três primeiros colocados vagas nos Jogos Olímpicos de Atenas, em 2004.
Após a conquista do Campeonato Sul-Americano, no sábado, no Rio, a expectativa do treinador é a de reunir novamente o grupo a partir do dia 13 de outubro. ''Não adianta nos aprontarmos uma semana antes da estréia. Uma equipe precisa treinar e espero ter pelo menos um mês para isso'', disse Bernardinho.
Mas, se Bernardinho luta para manter o alto nível da equipe, a tarefa para o técnico da seleção feminina, José Roberto Guimarães, é mais difícil. O treinador assumiu o comando do time no final de julho e terá de driblar a falta de tempo para treinamentos, as dificuldades de formação de uma nova equipe, além da adaptação a uma nova filosofia de trabalho.
Para a Copa do Mundo do Japão, entre os dias 1º e 15 de novembro, Zé Roberto deseja além de treinamentos e amistosos, montar a base da equipe, e controlar os egos das atletas para que uma nova rebelião não aconteça, a exemplo do que ocorreu com seu antecessor Marco Aurélio Motta.

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