Confirmado ontem como técnico da seleção brasileira masculina de vôlei, o carioca Radamés Lattari, de 39 anos, terá duas prioridades: resgatar a motivação do time medalha de ouro em Barcelona e recuperar a defasagem técnica e física que o Brasil tem hoje em relação a Holanda e Itália. Radamés trabalhou como supervisor da seleção feminina nos dois últimos anos e ganhou a disputa com Renan, do Chapecó, e Bebeto, do Olympikus.
Radamés assume o lugar de José Roberto Guimarães com a difícil missão de recuperar a hegemonia do Brasil no vôlei mundial. Para o técnico, toda a geração de ouro pode disputar a Olimpíada de Sidney, em 2000, com exceção de Paulão, que anunciou sua despedida após Atlanta, e Carlão, que só pretende jogar até o Mundial de 98.
Radamés chamará 18 jogadores para a Liga Mundial, que começa dia 16 de maio, e fará as convocações, à medida que os times dos jogadores escolhidos deixem a Superliga: em 6 e 24 de fevereiro, 10 e 24 de março.
BernardinhoO técnico Bernardinho não dedicará mais seu tempo exclusivamente à seleção brasileira feminina de vôlei: além do cargo de técnico do time medalha de bronze em Atlanta, ele será coordenador de um projeto do Comitê Olímpico Brasileiro, com patrocínio da Gessy Lever, dona da marca Rexona, para transformar Curitiba na ‘‘Cidade do Vôlei.’’
Os detalhes do projeto ainda serão divulgados, mas a idéia do COB é fazer da capital paranaense a cidade-modelo do projeto da Confederação Brasileira de Vôlei de ensinar o esporte nas escolas. Os presidentes do COB, Carlos Nuzman, e da CBV, Ary Graça, pretendem massificar o vôlei no Brasil. ‘‘O voleibol poderá ser um caminho para educar crianças e afastá-las da marginalidade’’ - defendeu Ary.

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