Agência Folha
De São Paulo
Com certo favoritismo, amparado no retrospecto na competição e no embalo pelo ouro no Pan-Americano, a seleção brasileira feminina de vôlei começa hoje, contra a Itália, a busca de seu quarto título no Grand Prix. A partida é em Macau (Ásia), às 8 horas (de Brasília), com transmissão pela Rede Globo de Televisão. Sem até agora ter conquistado um Mundial ou o ouro em uma Olimpíada, o Brasil é o maior ‘‘bicho-papão’’ do Grand Prix, terceira competição em importância internacional - equivalente à Liga Mundial masculina. Nas seis edições do Grand Prix até hoje (sempre em países asiáticos), a seleção ganhou metade, curiosamente sempre em anos pares (94, 96 e 98). Em 93, ano inaugural do torneio, o Brasil não alcançou o pódio, e Cuba ficou com o título.
Em 95, o Brasil foi vice, perdendo a decisão para os EUA. E em 97, por opção da CBV (Confederação Brasileira de Vôlei), que quis dar descanso às jogadoras, o Brasil não participou. A Rússia foi a campeã. Assim, se for levado em conta apenas as competições em que esteve presente, a média de aproveitamento do Brasil no Grand Prix sobe mais, de 50% para 60%.
Neste ano, a seleção joga embalada pelo ouro no Pan de Winnipeg, ganho dois domingos atrás, contra a arqui-rival Cuba, atual campeã olímpica e mundial. A nova revanche entre Brasil e Cuba já está marcada, mas não será neste fim-de-semana, só no próximo domingo, dia 22.
Depois da Itália, hoje, para quem as brasileiras perderam neste ano, na disputa do bronze da BCV Cup, o Brasil enfrenta a Holanda (2 horas de sábado) e a China (madrugada de domingo).
No ano passado, apesar do título, a seleção perdeu seus três primeiros jogos no Grand Prix. Devido ao novo sistema de disputa, com menos partidas, a equipe deve ser eliminada se isso acontecer de novo. A atacante Ana Moser e a líbero (especialista em defesa) Ricarda serão as novidades na seleção em relação à equipe ouro no Pan. Saíram Érika (que estará no Mundial juvenil) e Andréa Teixeira.
Flamengo - O Flamengo contratou a ex-jogadora Isabel para ser a treinadora do novo time de vôlei feminino que o clube está montando. Leila e Virna, da seleção, medalha de ouro no Pan, devem ser as grandes estrelas da equipe. Elas estão negociando com o clube e devem assinar contrato quando voltarem do Grand Prix, no final do mês. O Vasco não confirmou se vai mesmo montar uma equipe para brigar com o Flamengo também nas quadras. O vice-presidente de futebol do clube, Eurico Miranda, já havia demonstrado interesse em levar Leila e Virna para São Januário.

mockup