São Paulo, 05 (AE) - Depois de vários anos de hegemonia no vôlei brasileiro, as equipes de São Paulo vem obtendo uma campanha modesta nas Superliga Masculina e Feminina. No torneio masculino, por exemplo, o Banespa, que enfrenta o Telemig Celular/Minas nesta quinta-feira, a partir das 20 horas, em Belo Horizonte, é o único representante do Estado nas semifinais.
Dos quatro classificados para o playoff, o Banespa tem a pior campanha (sofreu 8 derrotas em 28 partidas). Já o Minas conseguiu o melhor desempenho na fase de classificação, sofrendo 5 derrotas em 24 jogos.
No feminino, as equipes paulistas do BCN/Osasco e Blue Life/Pinheiros vão decidir o terceiro lugar. O título da Superliga será disputado entre Rexona, de Curitiba, e MRV/Minas, de Belo Horizonte. É a primeira vez, desde 1987, que uma equipe de São Paulo não joga pelo primeiro lugar do torneio, válido pelo Campeonato Brasileiro.
Na temporada passada, quatro dos cinco times femininos mais bem classificados foram de São Paulo: Uniban (campeã), Leites Nestlé (terceira), Universidade Guarulhos (quarta) e BCN (quinta colocada). Das quatro, só o BCN manteve o patrocínio da temporada passada para a atual.
O técnico Mauro Grasso, do Banespa, não aceita a responsabilidade de defender a hegemonia paulista no vôlei. Independentemente disso, porém, ele não esconde que luta para levar o seu time à decisão da Superliga. "Vamos fazer de tudo para tentar superar o Minas", comenta o treinador.
"Será uma missão difícil, mas temos condições para isso." O Banespa perdeu o primeiro jogo da série, em Santo Amaro, por 3 a 1, e, para reverter a situação, precisa vencer um dos dois jogos que serão disputados na capital mineira - amanhã e sábado. "Vão ser duas partidas complicadas", comenta.
"O nosso time precisa acreditar na vitória e se divertir em quadra", prossegue. "Para isso, peço um jogo coletivo e a contribuição de cada um." O treinador do Banespa, que tem procurado conversar muito com seus jogadores, quer evitar que cada um tome a responsabilidade individual pela reação da equipe. "Nosso jogo é essencialmente coletivo", lembra Grasso. "Se cada um quiser resolver sozinho e partir para o jogo individual, dançamos."

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