Depois de ficar um ano sem vôlei masculino adulto, o londrinense terá novamente uma equipe para torcer em 2004. Será o Londrina/Faculdade Integrado. O clube venceu a concorrência para receber os recursos da Fundação de Esportes de Londrina (FEL), por meio do Fundo de Incentivo ao Esporte, e desde março se prepara para a temporada.
Quando apresentou o projeto à FEL, a direção da equipe tinha como objetivo principal a disputa dos Jogos Abertos do Paraná (JAPs), que serão realizados em setembro, em Foz do Iguaçu. Em 2002, o vôlei masculino londrinense foi desclassificado da competição e, como punição, não pôde participar da edição de 2003. Por isso, ficou inativo no ano passado.
Com o início dos treinamentos, a direção do clube gostou do que viu em quadra e decidiu disputar a Liga Nacional a segunda divisão do vôlei brasileiro , que dá duas vagas na Superliga do ano que vem.
''Montamos a equipe pensando nos JAPs, mas ficamos de olho na Liga Nacional, por dois motivos. Primeiro pela qualidade técnica do grupo, segundo pelos custos. Vimos que as despesas não seriam problemas e que a qualidade técnica o time tinha. Então resolvemos participar'', explicou o auxiliar técnico Eloir Machado de Castro. ''É a primeira vez que Londrina terá uma equipe masculina na Liga'', completou.
A equipe é formada por jogadores de Londrina e região, com média de idade de 23 anos. Os destaques são o ponta Guilherme, o oposto Felipe, que atuavam em Portugal, e o levantador Thiago, que estava na Espanha. A experiência fica por conta do levantador Odyr, de 32 anos, e que já disputou a Superliga. O técnico será o também londrinense Ronivaldo Marques de Oliveira, o Fumaça.
O Londrina/Faculdade Integrado está na chave 6, que abriga equipes do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. A sede da competição ainda não foi definida. As duas melhores equipes do Grupo Sul classificam-se para a fase final, com representantes de outras regiões.
De acordo com o auxiliar técnico, para este ano, a previsão do Londrina/Faculdade Integrado é de participar apenas como experiência. ''Até mesmo porque se subirmos não temos condições de participarmos da Superliga'', justificou Castro. Ele calcula que para montar uma equipe para terminar a principal competição nacional de vôlei na sexta colocação pelo menos, seriam necessários aproximadamente R$ 600 mil. ''Mas se tivéssemos R$ 300 mil encarávamos'', resalta.
Mas, enquanto a vaga não vem, a equipe se contenta com os R$ 55 mil recebidos anualmente da FEL. O dinheiro será gasto com a folha de pagamento do time e o desenvolvimento do projeto futuro (ver box). O parceiro do time, Centro Integrado de Apoio Profissional (Ciap), que controla a Faculdade Integrado, é quem bancará as despesas com viagens, hospedagens, alimentação e taxas burocráticas como inscrições em competições.

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