Enquanto alguns times da Superliga masculina de vôlei anunciam aumento em seus orçamentos para a próxima edição, que começa em outubro, o Londrina/Sercomtel segue seu calvário em busca de patrocinadores que possam investir no time, criado em 2010. Dentro de quadra, a equipe se desdobrou e não decepcionou em sua primeira participação no maior campeonato do voleibol nacional. Chegou a estar na sexta posição, venceu grandes equipes e brigou até a penúltima rodada por uma vaga entre os oito que avançaram à segunda fase.
Fora dela, no entanto, o panorama foi um pouco diferente. A diretoria sofreu com a desistência de um grande patrocinador às vésperas do início da Superliga e se viu obrigada a reduzir seu orçamento em cerca de R$ 300 mil. A medida, no entanto, não evitou os temidos problemas financeiros. De um total de R$ 1,4 mi, faltaram cerca de R$ 400 mil.
A última tentativa dos dirigentes de arrecadar parte deste montante, uma ação entre amigos que sorteou no último dia 30, pela Loteria Federal, um BMW X1 0 Km, não teve o sucesso planejado. Segundo o presidente Luiz Maccagnan, menos de cinco mil números foram vendidos e a arrecadação não chegou a R$ 50 mil, algo pequeno perto do tamanho da dívida, oito vezes maior. Além disso, a ação acabou sem ganhador, já que dos cinco números sorteados pela Loteria Federal, nenhum foi vendido.
O dirigente garante, no entanto, que as dívidas serão quitadas e que vai pedir a ajuda do prefeito Barbosa Neto (PDT) para tentar uma solução para o problema. ''Minha preocupação maior é agilizar uma forma de pagar as dívidas do ano passado. Em seguida, chegar nas empresas com a questão resolvida e daí, sei que eles (empresas) vão entrar. Até o começo de junho, eu consigo fechar com alguns patrocinadores'', prometeu Maccagnan.
Atual presidente e um dos articuladores da formação da equipe, Maccagnan ainda evita falar no fim do time e promete todo esforço possível para manter vivo o projeto do vôlei em Londrina. ''A possibilidade (de acabar) existe por causa deste problema. É difícil negociar com empresas com estas dívidas, mas temos que ser otimistas'', disse o dirigente.
O tempo, no entanto, será um grande adversário da diretoria, que, por enquanto, só pode observar as contratações dos adversários e já perdeu dois importantes jogadores: Guilherme e Alan. Até por isso, o presidente colocou como limite o próximo dia 15 para encontrar uma solução que possa sanar as dívidas. Se tudo der certo, o time será montado em junho e começa a treinar no mês seguinte.

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