Mesmo sem ter começado oficialmente a Olimpíada, a seleção brasileira de vôlei masculino já está jogando. O primeiro adversário em Sydney foi a seleção dos Estados Unidos. Diferente do jogos oficiais, que terminam em uma melhor de cinco sets, o jogo-treino foi disputado numa série de melhor de quatro. O resultado? Empate. Os brasileiros começaram bem. Fecharam o primeiro e o segundo set, em menos de 17 minutos cada um – 25/20 e 25/21, respectivamente. No terceiro e quarto set, os Estados Unidos levou a melhor e fechou em 20/25 e 25/23.
‘‘Ninguém estava se importando com o resultado. O que valia era a movimentação dos jogadores’’, explicou Marcelo Del Negro, o Alemão, assistente técnico da seleção brasileira, para justificar a não realização do tie-break. Na verdade, pode-se dizer que aconteceram dois jogos-treino. Nos dois primeiros sets, com os times que devem ser os titulares (o Brasil começou com Dante, Nalbert, Giba, Maurício, Douglas e Gustavo e Kid de líbero), a equipe brasileira dominou. ‘‘Quando os americanos começaram a mexer muito no time, os meninos relaxaram um pouquinho e achei melhor variar o time’’, disse o técnico Radamés Lattari Filho, que afirma não temer nenhum adversário nesta Olimpíada. ‘‘Nenhum é melhor do que o outro’’. O Brasil está na mesma chave que Cuba, Egito, Austrália, Holanda e Espanha.
‘‘Por enquanto estou pensando no time da Austrália, nosso adversário da estréia. Depois vou me preocupar com os outros’’, disse Radamés. ‘‘Tem que ser assim para eu ter uma dor de cabeça por jogo, senão, haja comprimido’’, brincou o treinador brasileiro.
Giba – O atacante londrinense Gilberto de Godoy, o Giba, 23 anos, deve estar entre os titulares do time de Radamés Lattari. Segundo o treinador, o time da estréia vai ser praticamente o mesmo que iniciou o jogo-treino contra os Estados Unidos, ontem. ‘‘O Giba está muito bem em quadra, assim como o Giovane e o Tande. Sei que se precisar ele vai entrar para jogar o que sabe’’. Lattari tem poupado Tande, que está se recuperando de uma lesão e deve ser utilizado nos próximos jogos. ‘‘Estamos dosando os treinamenos para poder tê-lo durante a Olimpíada’’, explica o fato do atleta não ter entrado em quadra no jogo contra os Estados Unidos.
Sobre a possibilidade de ser um dos titulares da equipe nestes Jogos Olímpicos, Giba desconversou. ‘‘Acho que a Copa América provou que estamos com doze titulares e não só seis. Independente de quem tiver jogando o time vai estar no mesmo padrão o jogo inteiro’’, disse o atleta paranaense.
Estréia – Hoje, às 5 horas da manhã (horário de Brasília), os brasileiros enfrentam a seleção da Iugoslávia, em mais um jogo treino. ‘‘Esses jogos são importantes porque nos dão mais ritmo de jogo. Estamos lapidando o finalzinho do treinamento para poder começar bem’’. Os Estados Unidos e a Iuguslávia são possíveis adversários do Brasil, nas quartas-de-final.

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